Arte: Contraf-CUT

 

Em meio à pandemia do coronavírus, o movimento sindical cobrou do Mercantil do Brasil, nesta quarta-feira, 1º de abril, reforço na proteção de trabalhadores que atendem em agências e PAAs do banco. As entidades receberam denúncias de funcionários e clientes de todo o país que seguem lidando com aglomerações e com o atendimento sem uso de equipamentos que garantam a saúde de bancários e clientes.

Sendo assim, o movimento sindical cobrou que o Mercantil disponibilize, de forma universal e gratuita, máscaras e luvas para os funcionários que realizam o atendimento presencial. As entidades destacaram que estes trabalhadores atendem, diariamente nas unidades, aposentados e pensionistas do INSS que fazem parte do grupo de risco do novo coronavírus.

A solicitação foi reiterada após anúncio de novo protocolo do Ministério da Saúde, nesta terça-feira, 31, que estende a recomendação do uso de máscaras também para quem precisa de reforço de barreira por conta da atividade profissional, não apenas profissionais de saúde.

“Até então, o uso de máscaras era recomendado somente para profissionais de saúde e para indivíduos que apresentassem os sintomas do novo coronavírus. Agora, com o novo entendimento do Ministério da Saúde, vamos continuar insistindo que o Mercantil forneça os equipamentos de segurança para os funcionários o mais urgente possível”, ressaltou o diretor do Sindicato e coordenador nacional da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Mercantil, Marco Aurélio Alves.

O diretor chamou atenção também para o fato de que a tendência é que o número de casos cresça no Brasil. “Os funcionários que trabalham em agências e PAAs, que são áreas de grande circulação de aposentados e pensionistas do INSS, não podem ficar expostos. Por isso, o banco tem que fornecer as máscaras e luvas de acordo com o novo protocolo”, explicou.

Vanderci Antônio da Silva, que também é diretor do Sindicato e funcionário do Mercantil, destacou que o novo protocolo dá argumentos para que o movimento sindical intensifique a cobrança. “Locais como Hong Kong, Mongólia, Coreia do Sul e Taiwan, onde a população já tem o costume de usar máscara nas ruas, estão com o surto sob controle. Por isso, o Mercantil, devido à sua especificidade no atendimento de centenas de aposentados e pensionistas do INSS, tem que oferecer os equipamentos de proteção aos funcionários”, afirmou.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região

 

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