O movimento sindical cobrou, mais uma vez, o Mercantil do Brasil sobre o valor de apenas R$ 50,00 para o reembolso da vacinação contra o vírus influenza H1N1. Segundo várias pesquisas realizadas pelos sindicatos em laboratórios locais, o valor se mostra insuficiente, pois os preços da vacina variam entre R$ 100 e R$ 150.

Porém, em nova comunicação interna do dia 17 de abril, sexta-feira, direcionada à sua rede de agências, o Mercantil do Brasil reafirmou que manterá o valor máximo de R$ 50,00, o que causou frustação e revolta entre os funcionários.

No mesmo comunicado, o banco justificou que continua buscando convênios com laboratórios para tentar estender a vacinação para todos os funcionários, mas ainda não há prazo estipulado.

Cobrado via contato telefônico, o setor de RH do Mercantil citou aumento de custos financeiros para o não reajuste do valor do reembolso para os quase dois mil funcionários lotados fora da base de Belo Horizonte e que não tiveram acesso a vacinação gratuita. O banco alega que atender à reivindicação dos sindicatos pode gerar um aumento de custos na ordem de R$ 200 mil reais para a empresa.

Na contramão do discurso meramente economicista do banco, nesse momento difícil de pandemia para os trabalhadores e clientes, o Mercantil do Brasil segue como patrocinador master de lives de duplas sertanejas e cantores de pagode, conforme noticiado na mídia, sem revelar os custos decorrentes desses investimentos.

Para o diretor do Sindicato e coordenador nacional da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Mercantil do Brasil, Marco Aurélio Alves, se percebe a falta de sensibilidade e critério do Mercantil para o investimento social em um momento único e conturbado. “Ao insistir nesse valor insuficiente de reembolso para os funcionários e abordar o aumento dos custos, o Mercantil parece não entender que A saúde e bem-estar de seus funcionários e clientes são os melhores investimentos nesse momento. Empresas bem menores e mais modestas vacinam gratuitamente seus funcionários, pois entendem o valor imenso da imunização do seu quadro pessoal”, afirmou.

Para Vanderci Antônio da Silva, funcionário do Mercantil e diretor do Sindicato, não há nada de errado no marketing do banco em relação às lives de pagode e duplas sertanejas, mas investir nesse quesito e deixar os funcionários lotados fora de Belo Horizonte arcarem com a maior parte dos custos de vacinação contra o H1N1 é uma grande incoerência. “Os custos necessários para o incremento do reembolso são muito pouco perto do tamanho e lucro de uma instituição financeira como o Mercantil do Brasil. A valorização e a saúde dos funcionários trarão muito mais ibope e retorno para o banco”, destacou.

Sindicatos fora da base de Belo Horizonte já estudam medidas judiciais cautelares para garantir o direito à vacina para os trabalhadores do Mercantil do Brasil.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região

 

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