São esperadas mais de 100 mil mulheres para a 5ª edição da Marcha da Margaridas, que começa nesta terça-feira, 11, e vai até quarta-feira, 12, em Brasília. Organizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), a manifestação tem como principal objetivo apresentar reivindicações das mulheres que vivem e trabalham no campo, mas também tem o poder de ecoar as bandeiras de luta de todas as trabalhadoras e trabalhadores brasileiros, independentemente da categoria.

Neste ano, está em discussão o combate ao conservadorismo político atual, que pode levar ao retrocesso de conquistas históricas. Na pauta, está o combate ao projeto das terceirizações, que pode prejudicar ainda mais a condição da mulher trabalhadora. No setor bancário, as mulheres já ganham 20% a menos que os homens e a situação poderia se agravar ainda mais com a expansão das terceirizações.

A Marcha das Margaridas já é considerada a maior manifestação de mulheres do mundo e contará com a participação de 27 federações e 11 entidades parceiras.

Encontro com Dilma

Na quarta-feira, 12, a presidenta Dilma Rousseff participará de ato, no estádio Mané Garrincha, onde apresentará o compromisso do governo federal com as reivindicações listadas na pauta do movimento.

Os diversos movimentos sociais que compõem a Marcha das Margaridas assinam a carta intitulada ‘Porque Marchamos’, publicada no site da Contag.

?Marchamos por liberdade e democracia com efetiva participação das mulheres, em defesa de seus direitos e por políticas públicas construídas com respeito às diversas identidades, que ajudem na desconstrução de padrões patriarcais e sexistas, valorizem tradições culturais, os saberes regionais e protejam a sociobiodiversidade e o patrimônio genético. Tais medidas devem romper com as desigualdades econômicas, sociais e políticas, vencendo a pobreza, que é maior entre as mulheres e agravada entre as mulheres rurais, negras e jovens”, diz um trecho da carta.

Margaridas

A Marcha das Margaridas é uma homenagem a Margarida Maria Alves, presidenta do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Alagoa Grande, na Paraíba, assassinada por um pistoleiro no dia 12 de agosto de 1983.

Em sua memória e para fortalecer a luta, a cada três anos, caravanas de mulheres partem de todo o país rumo à capital federal.

Neste ano, as delegações chegarão ao estádio Mané Garrincha a partir de 11 de agosto, onde ocorrerão conferências e painéis temáticos no decorrer do dia. A abertura oficial do encontro está prevista para as 19h. No dia 12, a Marcha deixa o estádio e segue para o Congresso Nacional e a Esplanada dos Ministérios pela manhã. Às 15h, está marcado o encontro com a presidenta Dilma Rousseff.

Desde 2003, primeiro ano da manifestação, mais de 140 mil mulheres já ocuparam Brasília para cobrar e conquistar políticas públicas voltadas a um modelo de desenvolvimento centrado na vida, no respeito à diversidade e contra a violência sexista.

A partir de 2007, o governo federal criou uma mesa de negociação permanente que seguiu ininterruptamente e é atualizada a cada marcha.

Com o tema “As Margaridas seguem em marcha por desenvolvimento sustentável, com democracia, justiça, autonomia, igualdade e liberdade”, esta edição da marcha deve levar à capital federal mulheres de todas as partes do Brasil.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT e portais de notícias

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