Representantes dos funcionários realizam nesta terça-feira, 2, às 14h, em São Paulo, a primeira rodada de negociações da pauta específica de reivindicações dos funcionários do Santander. A negociação busca renovar com avanços o acordo coletivo aditivo do banco à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), o acordo do Programa de Participação nos Resultados Santander (PPRS) e os termos de compromisso com a Cabesp e Banesprev.

A minuta foi entregue, no dia 14 de agosto, para a diretora de Recursos Humanos do banco, Vanessa Lobato. Na ocasião, foi reivindicado que as negociações com o Santander sejam concomitantes com a mesa única entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban. E o banco concordou pela primeira vez.

Além da atualização de cláusulas do aditivo vigente, há novas reivindicações dos trabalhadores do banco, elaboradas a partir das consultas feita por vários sindicatos e respondidas em poucos dias por cerca de 10 mil funcionários. Dentre as prioridades, foram apontadas as propostas de emprego, o fim das metas abusivas e as demandas sobre planos de saúde.

Reivindicações

A minuta contém um bloco de manutenção de 24 cláusulas com ajustes e um bloco de 47 cláusulas de novas propostas ou com inclusão de parágrafos, destacando-se dentre outras reivindicações:

– Garantia contra dispensa imotivada
– Realocação de funcionários em caso de fechamento de agências
– Melhores condições de trabalho com mais contratações
– Licença remunerada pré-aposentadoria (pijama)
– Políticas preventivas de saúde e de acidentes de trabalho
– Manutenção da assistência médica aos aposentados nas mesmas condições da ativa
– Ampliação das bolsas de estudo para segunda graduação e pós
– Adiantamento de férias de um salário com desconto em 10 vezes sem juros
– Proibição de descontos de comissões por venda de produtos
– Grupo de Trabalho paritário sobre Previdência Complementar
– Ampliação da PPRS para valor mínimo de R$ 3.411
– Isenção de tarifas e redução das taxas de juros

Valorização

O Santander obteve lucro líquido gerencial de R$ 2,8 bilhões no primeiro semestre de 2014, que significa 19% do lucro global do banco espanhol, que foi de 2,7 bilhões de euros. Os números deixam claro que o banco pode garantir novas conquistas econômicas e sociais nas negociações específicas.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

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