Foto: Alessandro Carvalho

Duas semanas de greve e 63% das unidades de trabalho com as atividades paralisadas na base de BH e região. Estes são os números desta segunda-feira, 19 de outubro, o 14º dia da greve da categoria bancária em todo o Brasil. A indignação dos trabalhadores tem ficado cada vez mais clara nas ruas e segue crescendo a adesão de bancárias e bancários.

Já se completaram 24 dias desde que os bancos apresentaram sua proposta rebaixada, amplamente rejeitada pelos trabalhadores em assembleias realizadas nos sindicatos. Desde então, prevalece o silêncio e a falta de negociação por parte dos bancos.

Nesta segunda-feira, o Sindicato promoveu um ato em frente à Agência Século da CAIXA, na esquina das ruas Carijós e Espírito Santo, no centro de Belo Horizonte. Durante a concentração, os trabalhadores cobraram uma proposta decente dos bancos para as reivindicações da Campanha Nacional 2015.

Com o mote “Exploração não tem perdão” e se utilizando dos “sete pecados do capital”, a Campanha denuncia a pressão sofrida pelos bancários para o cumprimento de metas, o assédio moral, a falta de segurança e o número reduzido de funcionários, que reflete também na qualidade do atendimento prestado à população.

Para pressionar os banqueiros e as direções dos bancos públicos, o movimento continua nas ruas. Nesta terça-feira, dia 20 de outubro, às 10h, bancárias e bancários realizam novo ato em frente à Cerat BH da CAIXA (telemarketing), na avenida Tereza Cristina, 699, no bairro Prado em Belo Horizonte.

“O fato de os banqueiros, até hoje, não terem apresentado uma proposta decente para a categoria demonstra o descaso com que os bancos vêm tratando nossas reivindicações. Este é mais um motivo para ampliarmos ainda mais a nossa greve e fortalecer a nossa mobilização”, afirmou a presidenta do Sindicato, Eliana Brasil.

Balanço

A mobilização segue se ampliando. De acordo com o último balanço divulgado pela Contraf-CUT, na sexta-feira, 16 de outubro, foram paralisadas as atividades de 12.277 agências e 44 centros administrativos em todo o país.

Reivindicações da categoria na Campanha Nacional 2015

Reajuste salarial de 16% (incluindo reposição da inflação mais 5,7% de aumento real).

PLR de 3 salários mais R$7.246,82.

Piso: R$3.299,66 (equivalente ao salário mínimo do Dieese).

Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$788,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional).

Melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral.

Fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade, combate às terceirizações e pela ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas.

Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos.

Pagamento de auxílio-educação para graduação e pós.

Prevenção contra assaltos e sequestros: permanência de vigilantes nas unidades, portas de segurança na entrada do autoatendimento, biombos, abertura e fechamento remoto das agências e fim da guarda das chaves por funcionários.

Igualdade de oportunidades, com o fim das discriminações nos salários e na ascensão profissional.

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