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A segunda reunião do Grupo de Trabalho sobre Descomissionamento entre representantes dos empregados e a CAIXA ocorreu nesta terça-feira, 29, em Brasília. O GT é uma conquista da Campanha Nacional 2016 e surgiu do grande descontentamento dos trabalhadores após a publicação do RH 184 – versão 33. Na mesa desta terça, foram discutidos mais especificamente os descomissionamentos por “comprometimento de fidúcia” e “interesse da gestão”.

Os representantes da CAIXA informaram que há três formas de descomissionamento motivado que se enquadram no motivo 950: instalação de processo disciplinar (nos termos da AE079), inquérito policial instaurado por ação proposta ou requerida pela CAIXA e preenchimento do MO 21182 (modelo de formulário) pela chefia.

Neste último caso, segundo a CAIXA, a dispensa de função gratificada é prerrogativa do chefe, que pode alegar uma série de argumentos: falta de compromisso com horário e jornada, tratamento inadequado a cliente e/ou colegas, inadequada execução de orientações recebidas, tratamento inadequado de informações sigilosas, utilização inadequada de material ou patrimônio, execução inadequada ou insuficiente de função comissionada/gratificada, não execução de atividades impactando negativamente na direção e desempenho da unidade. Todos estes critérios representam comprometimento de fidúcia (quebra da confiança), não dando direito ao asseguramento do valor da função por um período e nem a incorporação da remuneração proporcional no caso dos trabalhadores com mais de dez anos de função.

Os representantes dos empregados contestaram o duramente o descomissionamento feito a partir do julgamento das chefias, por ser extremamente subjetivo e não levar em conta a história do empregado dentro da CAIXA. Os trabalhadores afirmaram que é absurdo um banco do porte da CAIXA deixar como prerrogativa de um indivíduo a decisão sobre a carreira de diversos empregados.

Durante a reunião os representantes dos empregados entregaram as propostas e contribuições levantadas por federações e sindicatos de todo o país para embasar os debates no GT. A CAIXA concordou em analisá-las e uma nova reunião está marcada para a próxima terça-feira, 6, em Brasília.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

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