Fotos: Arquivo Sindicato

O Sindicato esteve presente, na tarde desta quinta-feira, 29, na Secretaria Regional de Trabalho e Emprego de Minas Gerais (SRTE-MG), em Belo Horizonte, para a realização de mediação com o Itaú sobre a implantação da agência de negócios na Cidade Administrativa. Porém, o representante do banco afirmou não ter recebido convocação oficial e nova negociação foi acordada para o dia 4 de junho.

A mediação com o banco foi marcada após pressão do Sindicato e a paralisação das atividades da unidade de trabalho por mais de 30 dias. Na agência 3161-BH-Cidade Administrativa, que continua com as atividades paralisadas, o Itaú tenta implantar seu novo modelo de “agência de negócios”. O modelo, que vem sendo implantado em todo o país, extingue os postos de trabalho dos caixas e dos vigilantes e retira a porta giratória das agências.

Com isso, os funcionários da área comercial ficam totalmente sem segurança, já que a porta da unidade fica aberta sem nenhum mecanismo que possibilite identificar se quem entra na agência está ou não portando arma.

O Sindicato denunciou o banco à SRTE-MG, à Polícia Federal e ao Ministério Público do Trabalho. Mostrando seu desrespeito aos trabalhadores, o Itaú já tentou impetrar ação de interdito proibitório para forçar a abertura da agência, mas o mesmo foi negado pela Justiça. Na mesma ação, o Sindicato entrou com petição pedindo a interdição da unidade de trabalho. Posteriormente, o Itaú desistiu de dar continuidade à ação.

Apesar de o Itaú dizer que conseguiu aprovação de projeto de segurança e autorização da Polícia Federal para funcionar nestas condições, ele certamente deve ter omitido que no interior da agência ainda ficaram os caixas automáticos que guardam numerários de depósitos ou para saques. Diante disso, o procedimento de funcionamento fere os artigos 1º e 2º da lei federal 7.102/83, que obriga que as instituições financeiras tenham a presença de vigilantes para funcionar.

Além disso, o Itaú desrespeita a Portaria 3.233 da Polícia Federal, Artigo 111, que diz que “As salas de autoatendimento quando contíguas às agências e postos bancários integram sua área e deverão possuir, pelo menos, um vigilante armado ostensivo e com colete à prova de balas, conforme análise feita pela Delesp ou CV por ocasião da vistoria do estabelecimento”.

Outra informação apurada pelo Sindicato é que o Itaú manterá um funcionário para processar pagamentos de venda de produtos a clientes selecionados, o que também discrimina outros clientes e usuários. O banco, sendo uma concessão publica, é obrigado a atender a todos igualmente.

O Sindicato orienta que os clientes liguem para o SAC do Itaú e para o Banco Central e que exerçam seu direito de exigir respeito por parte do banco, que deixou de atender a população na agência de negócios mas continua cobrando tarifas elevadas.

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