A direção do Banco do Brasil, mais uma vez, desrespeitou seus funcionários ao decidir, de forma unilateral, pela implantação do novo Plano de Funções.

No plano imposto pelo Banco do Brasil, cerca de 22 mil funcionários poderão optar por manter os cargos de oito horas ou reduzir suas jornadas para seis horas. No entanto, além de ter elaborado unilateralmente todo o planejamento, a instituição também está reduzindo salários dos funcionários que optarem pela redução da jornada.

Outro problema do plano está na substituição do Complemento Temporário de Valorização de Funcão (CTVF) pelo Complemento de Função de Confiança (CFC), para cargos de oito horas, e o Complemento de Função Gratificada(CFG), para os cargos de seis horas. A medida traz prejuízo nas promoções futuras por mérito e por tempo de serviço, pois demorará mais tempo para compensar o CFC e CFG, que após liquidados garantem aumento de salário bruto nas promoções.

O Sindicato repudia esta redução salarial e a implantação unilateral do plano sem negociação.

O Banco do Brasil obrigou dezenas de milhares de funcionários que ocupam cargos de analistas, assessores e cargos técnicos a assinarem um termo abusivo, que muda o nome de funções e suas atribuições. Foi dado um prazo de seis dias e, caso não houvesse assinatura, o funcionário seria descomissionado e voltaria a ser escriturário.

A assinatura desse termo é uma manobra para tentar neutralizar futuras ações judiciais, sob uma possível alegação de que os bancários aceitaram trabalhar as oito horas. No entanto, a assinatura do documento está sendo feita à base de ameaças de descomissionamento, uma prática questionável na Justiça.

O Banco do Brasil se comprometeu, em setembro do ano passado, a fazer modificações no plano de comissões, mas não negociou com os trabalhadores e impôs este plano de forma vergonhosa.

Sindicato não assinou acordo com o banco para a redução de jornada

Os funcionários conquistaram um compromisso da direção do banco para a realização de uma mudança no plano de comissões e o Sindicato reivindicou que a questão fosse negociada. No entanto, o banco impôs de forma unilateral as novas medidas. Por essa razão, é fundamental participar da assembleia e do Dia Nacional de Luta, 20 de fevereiro, além de atos e mobilizações que serão realizados pelo Sindicato.

Para José Adriano, funcionário do Banco do Brasil e secretário-geral do Sindicato, é preciso lutar contra as perdas e retaliações que o novo plano impõe ao funcionalismo. “O Banco do Brasil não deveria reduzir salários dos que migrarem para seis horas e nem as comissões dos que são de oito horas.  Vamos mobilizar os bancários com atos e manifestações e entraremos com ações judiciais contra o novo plano”, afirma.

 

ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA DOS BANCÁRIOS DO BANCO DO BRASIL
Dia: 19 de fevereiro, terça-feira
Horário: às 18 horas em primeira convocação e 18h30 em segunda convocação
Local: Sede do Sindicato, na rua Tamoios, 611, Centro, BH.
Em pauta: Novo Plano de Funções do Banco do Brasil  e ajuizamento de ações coletivas relativas a ele.

 

DIA NACIONAL DE LUTA CONTRA O NOVO PLANO DE FUNÇÕES DO BANCO DO BRASIL
Dia: 20 de fevereiro, quarta-feira
Horário: 12 horas
Local: Concentração em frente ao prédio do BB na rua Rio de Janeiro, 750, Centro – Belo Horizonte

 

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