Foto: Alessandro Carvalho

 

O terceiro painel conjunto dos encontros estaduais de bancários da CAIXA e do Banco do Brasil foi realizado pelo diretor eleito de Seguridade da Previ, Marcel Barros. Os participantes dos encontros estaduais puderam debater questões ligadas aos fundos de pensão e também as ameaças à Previdência Social no Brasil.

Marcel Barros destacou que, atualmente, a mídia, juntamente com o próprio governo Temer, alardeia o suposto rombo na Previdência Social com objetivo de favorecer empresários. “Além disso, com esta nova organização do trabalho, em que não haverá necessariamente contratos formais como conhecemos hoje, não haverá entrada de recursos para a Previdência. Isto significa que, mesmo com o corte de benefícios, ela será deficitária”, explicou.

A mesma situação ocorre com os fundos de pensão, como a Previ e a Funcef, que são demonizados pela mídia. O que está por trás desta estratégia de denunciar o suposto “rombo” dos fundos é a vontade do mercado de se apropriar da gestão dos recursos dos trabalhadores.

Neste sentido, Marcel Barros ressaltou que segue em regime de urgência a tramitação do PLP 286. O projeto de lei pretende mudar a forma de gestão e retirar a democracia dos fundos de pensão, impedindo que trabalhadores elejam seus representantes na gestão. Com isso, a administração dos recursos ficaria a cargo de gestores independentes e “do mercado”, que poderiam atuar inclusive contra os interesses dos trabalhadores.

Sendo assim, destacou Marcel, fica claro que a estratégia de destruir a imagem dos fundos de pensão e da Previdência Social visa beneficiar apenas os bancos privados, que têm grande interesse em vender mais planos de previdência privada no Brasil.

 

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