Foto: Lidyane Ponciano – CUT-MG

Convocados pelas principais centrais sindicais do país (CUT, CTB, NCST, Intersindical e Conlutas) e movimentos populares do campo e da cidade, trabalhadores de várias categorias profissionais fecharam bancos, estradas, fábricas, refinarias e comércio nesta quarta-feira, 15, Dia Nacional de Paralisação contra o PL 4330. Diante dessa grande demonstração de força dos trabalhadores, a Câmara dos Deputados adiou mais uma vez, agora para o dia 22, a votação dos destaques do projeto de lei que legaliza a terceirização de forma indiscriminada, até mesmo nas atividades-fim.

Em Belo Horizonte, bancárias e bancários protestaram contra o PL com a realização de ato e panfletagem na região central. Também foi retardada em duas horas a abertura de agências de bancos públicos e privados na região central e de algumas unidades de bairro. Foram distribuídos jornais informativos e um encarte com os nomes e fotos dos parlamentares mineiros que votaram contra os trabalhadores na Câmara dos Deputados no dia 8 de abril.

Foto: Mara Marques

À tarde, o Sindicato se uniu à grande manifestação que se concentrou na praça Afonso Arinos e seguiu até a praça Sete. A mobilização foi convocada pela CUT e outras centrais e reuniu mais de 5 mil pessoas, com representantes de diversas categorias e movimentos sociais.

Após as manifestações, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, anunciou acordo de líderes adiando para o dia 22 a votação dos destaques ao PL 4330.

O presidente da CUT, Vagner Freitas, que participou dos protestos em São Paulo, criticou duramente a maioria dos deputados que aprovaram o PL e, em especial, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB/RJ). “Nem a ditadura militar ousou em retirar o direito dos trabalhadores com um corte tão profundo como quer fazer o ditador Eduardo Cunha”, afirmou.

Para Vagner, o fato de o PSDB ter decidido votar contra a terceirização da atividade-fim no serviço público é um sinal claro de que o debate chegou à maioria da opinião pública. “Agora os inimigos dos trabalhadores, o setor patronal nas empresas e no Congresso, não podem mais negar que o projeto não é para regulamentar a terceirização, e sim para acabar com os direitos”. E lançou: “Se preciso, faremos uma greve nacional para derrubar esse projeto”.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT e CUT Nacional

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