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No segundo painel temático da 18ª Conferência Estadual, bancárias e bancários debateram os desafios da categoria na Campanha Nacional 2016. A presidenta do Sindicato, Eliana Brasil, integrou a mesa juntamente com a presidenta da Fetrafi-CUT/MG, Magaly Fagundes, o diretor do Sindicato e secretário de Organização da Contraf-CUT, Carlindo Dias, e o diretor do Sindicato José Adriano.

Carlindo Dias ressaltou que a atual conjuntura política e econômica, em um momento difícil para a democracia e de recessão na economia, colocará muitos desafios para os trabalhadores bancários. “Porém, ao mesmo tempo, temos muitas coisas boas ao nosso lado, como nossa unidade nacional, nossos sindicatos de luta e nosso poder de mobilização. Através desta organização de nosso movimento, poderemos realizar uma grande Campanha Nacional”, destacou.

O dirigente sindical explicou que, mesmo no atual cenário adverso, os bancos continuam obtendo lucros bilionários e têm vantagens. Foram apresentados dados que mostram que os cinco maiores bancos do país tiveram, em 2015, lucro de R$ 69,9 bilhões e chegaram a R$ 5,7 trilhões em ativos totais.

O bancário criticou as provisões exorbitantes dos bancos para créditos de liquidação duvidosa (PDD), que chegaram a R$ 108 bilhões no ano passado, mascarando lucros e prejudicando a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) da categoria bancária.

Carlindo destacou ainda o cenário de redução de quadros nos bancos. De 2014 para 2015, foram 10.311 postos de trabalho fechados nos cinco maiores bancos do Brasil. As demissões, aliadas à falta de novas contratações e o fechamento de agências, seguem em curso em 2016 e prejudicam os trabalhadores dos bancos e também os clientes e usuários dos serviços bancários.

Entre outros desafios para a categoria, estão também a elaboração de uma nova regra para a PLR, a ameaça da terceirização sem limites, que tramita no Congresso Nacional, e as reestruturações aceleradas nos bancos, com a implantação de novas tecnologias, agências digitais e home office.

A presidenta da Fetrafi-CUT/MG, Magaly Fagundes, também chamou a atenção para os desafios que serão enfrentados na Campanha Nacional deste ano e ressaltou que “a luta e a mobilização são as principais ferramentas da categoria para pressionar e enfrentar a intransigência da Fenaban nas mesas de negociação”.

Já a presidenta do Sindicato, Eliana Brasil, explicou como se dá o processo de organização da categoria em nível nacional e destacou a importância das várias instâncias de decisão. “Tenho orgulho da organização e da unidade de nosso movimento, que são exemplo para diversas categorias do Brasil e do mundo”, afirmou.

Eliana, que representa Minas Gerais nas mesas de negociação permanente com a CAIXA, também repassou informações sobre o Encontro Estadual dos Empregados e o Conecef de 2016.

Dando continuidade às discussões, o diretor do Sindicato José Adriano, que representa Minas Gerais em negociações com o Banco do Brasil fez uma breve análise da atual conjuntura nacional e internacional, com avanço de forças conservadoras e fascistas, e relatou aos participantes da Conferência as questões tratadas nos fóruns de discussão dos bancários do Banco do Brasil.

“Teremos uma Campanha muito difícil e, mais uma vez, precisaremos de força e de estratégia para enfrentar a atual conjuntura. Precisamos estar unidos para defender nossos direitos”, destacou José Adriano.

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