Foto: Alessandro Carvalho

Os participantes do Instituto Assistencial BCN aprovaram, na quinta-feira, 30 de janeiro, em assembleia realizada no Sindicato, por ampla maioria, o acordo apresentado pelo Bradesco sobre a destinação dos fundos referentes à segunda parcela a ser recebida da Fundação Francisco Conde. O acordo abrange os ex-funcionários do Banco BCN admitidos até abril de 1993 e que permaneceram como participantes até maio de 1999.

Durante a assembleia, os participantes deliberaram sobre os critérios a serem adotados para a distribuição dos valores e foi também aprovada a destinação de 10% do valor ao Sindicato, para custas do processo. Outros 2% serão destinados para a associação de ex-funcionários da Fundação Francisco Conde e para pagamento de honorários.

Distribuição

Pela proposta aprovada, o montante será dividido em partes iguais entre dois grupos. O primeiro engloba os bancários que entraram no BCN até dezembro de 1975 e permaneceram até maio de 1999.

Os outros R$ 50 milhões serão destinados a quem entrou em janeiro de 1976 e ficou até maio de 1999. O cálculo do valor a ser recebido será baseado a partir da data de entrada do bancário até abril de 1993, quando o banco encerrou o fundo.

O primeiro grupo reúne aproximadamente 800 pessoas em todo o Brasil. No segundo estão cerca de 3,1 mil. Foi feito um cálculo prévio aproximado em que as pessoas do grupo 1 receberão mais ou menos R$ 800 de contribuição referente a cada mês trabalhado no banco, até abril de 1993.

Se o bancário trabalhou 36 meses, por exemplo, receberá 36 parcelas de R$ 800. O segundo grupo receberá R$ 200 por mês trabalhado, com cálculo das parcelas igual ao do grupo 1.

Os bancários que foram admitidos entre janeiro de 1976 e dezembro de 1979 estarão automaticamente no segundo grupo, o que foi pensado para não haver injustiça na distribuição dos valores.

Próximos passos

O desembargador Paulo Dimas, do Tribunal de Justiça de São Paulo, será informado sobre as deliberações das assembleias que estão ocorrendo em todo o país através das atas encaminhadas pelas entidades. O desembargador, então, dará vista ao MP e ao Bradesco.

Como os ex-funcionários do BCN estão demonstrando boa votação a favor da proposta, a tendência é que a decisão seja acatada.

Para o funcionário do Bradesco e diretor do Sindicato, Carlos Augusto Vasconcelos (Mosca), foi a unidade dos funcionários e sindicatos que garantiu o acordo proposto pelo Bradesco. “Desde o início desse processo, o movimento sindical e os ex-funcionários do BCN em todo o Brasil se uniram para provar a existência do dinheiro e forçar o Bradesco a negociar o seu pagamento. É fundamental manter esta unidade, já que sem o acordo correríamos o risco de acabar em uma disputa judicial que poderia se arrastar por muitos anos”, afirmou.

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