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As políticas de inclusão e de combate à desigualdade social foram tema do terceiro e último painel do 1º Seminário Nacional do Sistema Financeiro e Sociedade na tarde desta sexta-feira, 29. Bancárias e bancários puderam analisar os avanços obtidos no Brasil desde 2003 e refletir sobre o país que se espera para o futuro.

O painel contou com a presença do ex-presidente Lula, do presidente da CUT, Vagner Freitas, do coordenador da Federação Única dos Petroleiros (FUP), José Maria Rangel, do filósofo Emir Sader, e da economista e ex-ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello.

Na ocasião, foi lançado o livro “O Brasil que Queremos”, que conta com textos de diversos autores que pensam o futuro do país e abordam a luta por igualdade, distribuição de renda, contra a pobreza e contra a fome.

Os palestrantes destacaram que a chegada de Temer ao poder representa os interesses dos mais ricos, ameaça direitos e o patrimônio do povo brasileiro. Para o filósofo Emir Sader, que falou sobre a atual conjuntura política, é necessário que a classe trabalhadora esteja organizada para combater retrocessos. “Sem uma classe trabalhadora politizada pensando nos grandes temas do país, nós não conseguiremos avançar”, afirmou.

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Já a ex-ministra Tereza Campello apresentou dados dos últimos anos que mostram que, mesmo durante a crise mundial que teve início em 2008, o Brasil conseguiu, através de políticas públicas voltadas às populações mais vulneráveis, reduzir a pobreza e sair do mapa da fome da ONU.

“Não podemos parar e é possível avançar mais. Temos que continuar sonhando, pois continuamos sendo um país muito desigual. Para isso, é fundamental que o FGTS continue com a CAIXA, que as políticas de agricultura familiar continuem nas mãos do Banco do Brasil e que o Minha Casa Minha Vida continue público”, destacou Tereza.

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O ex-presidente Lula, que é autor do prefácio do livro “O Brasil que Queremos”, também ressaltou os avanços obtidos nos últimos governos e tratou da importância do crescimento do crédito oferecido pelos bancos públicos para que o país passasse pela crise mundial que estourou em 2008. O ex-presidente afirmou que a venda de patrimônio público, que é um dos principais projetos do governo interino de Temer, gera mais dependência e retira poder de decisão do Estado sobre questões estratégicas e importantes para o desenvolvimento do Brasil.

Lula destacou também que a crise econômica não chegou ao sistema financeiro, que segue lucrando e se beneficiando da taxa Selic em patamares altos, e que é necessário discutir a rentabilidade dos bancos. “Vocês têm que se preparar para uma campanha aguerrida e inteligente. Posso afirmar que, se eu fosse governo, os bancos públicos dariam o exemplo de que é possível negociar um salário digno para os trabalhadores”, concluiu.

Ainda nesta sexta-feira, delegadas e delegados aprovarão o regimento interno do evento e realizarão uma abertura solene. A 18ª Conferência Nacional dos Bancários prossegue até domingo, 31 de julho, quando será definida a pauta de reivindicações da categoria para a Campanha Nacional 2016.

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