pdv-na-caixa-piora-condicoes-de-trabalho-e-aponta-para-desmo_9c6f4d093db70b9a17866ecd1368038c

A CAIXA fechou sua proposta para o programa de demissão voluntária, que poderá ser aberto aos funcionários no final deste mês com adesão até o começo de fevereiro. A CAIXA não quis comentar o assunto, mas evidentemente o PDV já é discutido entre os empregados do banco, que temem a precarização e desmonte da instituição pública.

A ideia do banco é conseguir o desligamento de 10 mil funcionários, ou quase 10% do total de empregados atual. No último ano, a Caixa cortou o número de funcionários de 100,3 mil para 97 mil. Desde 2010, o banco aumentou consideravelmente o número de agências, sendo que nesse período, foram abertas 1.329 novas. Um dos motivos para a forte expansão foram os programas sociais oferecidos pelo governo federal, como o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida, que tinham a CAIXA como principal agente financeiro para desenvolver políticas sociais. Como locomotiva do crédito no país – política estratégia para impulsionar a atividade econômica – a CAIXA conseguiu aumentar consideravelmente
sua participação no mercado.

Para Maria Rita Serrano, diretora da Contraf-CUT e candidata a representante dos empregados no Conselho de Administração do banco pela Chapa 1, o PDV representa “menos empregados, piores condições de trabalho e aumento da pressão sobre todos, principalmente os gestores. É urgente a necessidade de fortalecimento da luta por contratações
e contra o desmonte do banco”, aponta Rita, que também é coordenadora do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas.

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