Nada menos que 10 mil postos de trabalho extintos. Este é o número estarrecedor de empregados que a CAIXA pretende eliminar de seu quadro com o Programa de Desligamento Voluntário Extraordinário (PDVE). Para os representantes dos trabalhadores, o PDVE da CAIXA é um golpe nos empregados e um ataque ao banco público. O programa não foi dialogado com a Contraf-CUT, nem com a Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), e representa imenso prejuízo não só para os trabalhadores, mas para toda a população.

O programa, no parágrafo primeiro da terceira cláusula, dá quitação total dos direitos dos empregados. A cláusula é uma ameaça pois determina que os trabalhadores que aderirem ao PDVE não poderão entrar com ações contra a CAIXA, não podendo “nada mais reclamar em época alguma”. Sem sombra de dúvidas, essa quitação alcança todo o passivo trabalhista de quem aderir, inclusive as ações já em curso, sejam elas individuais ou coletivas.

O banco propõe a manutenção por tempo indeterminado do Saúde Caixa somente para os trabalhadores já aposentados pela Previdência Social ou que vão se aposentar até 30 de junho. Porém, na avaliação do movimento, o termo “indeterminado” não é o mesmo que “vitalício”, o que deixa os aposentados em uma posição de insegurança em relação ao Saúde Caixa.

Para piorar a situação, para forçar a adesão ao PDVE, a CAIXA vem ameaçando trabalhadores de descomissionamento através da verticalização. Por isso, é fundamental que empregadas e empregados denunciem ao Sindicato, imediatamente, qualquer forma de pressão sofrida nas unidades de trabalho.

Golpe na população

O plano de demissão voluntária reforça a intenção da CAIXA de enxugar a empresa e, assim, prepará-la para a privatização. A população também sai perdendo, já que a redução dos postos de trabalho compromete a qualidade no atendimento.

O golpe contra os trabalhadores do banco também é contra toda a sociedade brasileira. A data prevista para os desligamentos é anterior à data de início da permissão para retiradas de contas inativas do FGTS. Com isso, muitos trabalhadores irão às agências da CAIXA que estão sendo enxugadas. A intenção é jogar a população contra o banco 100% público.

Sofrem os empregados com a sobrecarga e a precarização das condições de trabalho e sofre a população, com o prejuízo à qualidade do atendimento.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

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