O Banco do Brasil vem promovendo uma grande pressão aos bancários através dos gestores das unidades. Os administradores do BB estão recebendo um correio institucional que aponta qual bancário terá que ser removido da dependência e de forma compulsória.

Com esta informação contendo nome do funcionário, há o constrangimento, por parte do gestor, para que o colega opte para qual agência “deseja” a remoção. É o banco institucionalizando o assédio.

O correio com o nome do funcionário escolhido é sigiloso e o administrador da unidade não entrega tal documento para o bancário. Segundo apurado pelo Sindicato, o gestor, de forma oral e nunca documental, pressiona o bancário para que ele escolha a agência a ser transferido pois, se não optar até certa data, há risco de o banco efetivar a remoção para qualquer agência do BB no país.

Em contato com o Banco do Brasil, o Sindicato obteve a informação de que o BB não entregará documento algum ao bancário apontado para a remoção, pois aí seria, nas palavras obtidas em conversa com o banco: “fornecer provas contra si mesmo”.

Para o Sindicato, se o bancário sucumbir à pressão do gestor e registrar a remoção, esta não será configurada como compulsória, mas como “a pedido”.

É o banco arranjando “jeitinho” para burlar o assédio que vem promovendo e a responsabilidade que deverá ter com aquele bancário se for removido compulsoriamente.

Há casos de colegas que serão removidos para municípios distantes de suas residências. Se esta remoção for configurada como “a pedido”, e não for do tipo compulsória, o Sindicato entende que o BB deixará de ter a responsabilidade de buscar meios que possibilitem o bancário de se deslocar até o município determinado.

Por exemplo, há colegas de municípios localizados a mais de 100km que deverão ser removidos para BH e não há transporte público que condiz com os normativos para receber vale-transporte para o deslocamento até o trabalho.

Se o funcionário registrar a remoção sem ter algum tipo de documento que comprove que houve a coerção por parte do banco, este estará descoberto pela proteção jurídica. Mas, se for transferido de forma compulsória pelo banco, o Sindicato avalia que o BB terá que buscar meios que possibilitem este trabalhador de sair da cidade de sua residência até a localidade que determinada para o exercício do ofício.

O Sindicato está estudando o ingresso de uma denúncia junto ao Ministério Público do Trabalho em Minas Gerais (MPT-MG) para que esta pressão cesse e que o Banco do Brasil se abstenha de utilizar meios que não condizem com sua história.

Para o bancário do BB e diretor da Fetrafi-MG/CUT, Rogério Tavares, “não é garantido que este funcionário terá sua vida tranquila na nova agência, pois o BB vem promovendo processos de reestruturação com fechamento de agências bancárias de forma corriqueira e pode acontecer que, em pouco tempo, este bancário tenha que ser removido novamente”.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região

 

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