A diretoria do Banco do Brasil, nomeada pelo presidente Bolsonaro, quer demitir 5 mil funcionários e fechar 112 agências, 242 postos de atendimento e 7 escritórios de trabalho. Isso dificulta o acesso da população às agências, gera mais filas, mais aglomerações em plena pandemia, sobrecarga de trabalho e queda na qualidade do atendimento.

“É clara a intenção do governo de sucatear e entregar o BB ao mercado. Devemos nos mobilizar para defender o BB como banco público e de fomento ao desenvolvimento. E proteger os funcionários que sofrem as consequências desse desmonte”, destacou Rogério Tavares, funcionário do BB e diretor do Sindicato.

O banco também quer acabar com a função de caixa. Neste caso, quem fará esse serviço é alguém que terá que fazer outras coisas na agência, além de ser caixa. O BB pretende, ainda, reduzir a remuneração desses funcionários. Estas mudanças só não foram implementadas até agora por causa de liminar conquistada pela Contraf-CUT na Justiça.

A mobilização de funcionárias e funcionários, porém, deve ser mantida e reforçada para acabar de vez com este risco e também lutar contra o desmonte do BB. Além do interesse do governo em privatizar, já tramita um projeto, na Câmara dos Deputados, para que o banco seja incluído no Programa de Desestatização.

Números do desmonte

  • Desativação de 361 unidades, sendo 112 agências, 7 escritórios e 242 Postos de Atendimento (PA)
  • Conversão de 243 agências em PA
  • Transformação de 145 unidades de negócios em Lojas BB, sem a oferta de guichês de caixa
  • Demissão de 5 mil funcionários

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

 

Compartilhe: