O Sindicato esteve presente na reunião da Comissão Consultiva para Assuntos de Segurança Privada (CCASP) realizada nesta quarta-feira, 17, em Brasília, na qual a Polícia Federal (PF) multou 13 bancos em R$ 3,223 milhões por falhas na segurança de agências e postos de atendimento bancário. O diretor do Sindicato, Leonardo Fonseca, representou a Fetraf-MG na reunião.

O campeão de multas foi o Bradesco, com R$ 798,4 mil. Uma única agência do banco foi punida em 41 processos por utilizar bancários para fazer transportes de valores. O Sindicato tem realizado constantes manifestações por mais segurança no banco que, em Belo Horizonte, mantém várias agências sem portas de segurança e descumpre inclusive uma lei municipal que obriga a instalação de biombos entre os caixas e as filas de espera.

Em relação às multas, em segundo lugar ficou o Banco do Brasil, com R$ 695,2 mil, seguido do Itaú com R$ 547,3 mil, Santander com R$ 539,1mil, CAIXA com R$ 286,9 mil e HSBC com R$ 154,3 mil.

Veja a aplicação das multas por banco:

BRADESCO – R$ 798.427,22
BANCO DO BRASIL – R$ 695.262,72
ITAU – R$ 547.341,12
SANTANDER – R$ 539.176,28
CAIXA – R$ 286.970,74
HSBC – R$ 154.306,21
MERCANTIL DO BRASIL – R$ 85.132,26
BANCO DO NORDESTE – R$ 31.926,19
BANRISUL – R$ 26.603,56
BANCO DA AMAZONIA – R$ 21.284,13
BMG – R$ 15.961,50
SAFRA – R$ 10.642,06
BANCO DE BRASILIA – R$ 10.642,06

TOTAL – R$ 3.223.676,05

Os bancos foram punidos em processos abertos pelas delegacias estaduais de segurança privada (Delesp), em razão do descumprimento da lei federal nº 7.102/83 e de normas de segurança.

As principais infrações foram número insuficiente de vigilantes, alarmes inoperantes, planos de segurança não renovados, transporte de numerário feito por bancários, falta de detector de metais portátil e cerceamento da fiscalização de policiais federais, dentre outros itens.

Recursos não faltam aos bancos para investir mais em segurança. Segundo estudo do Dieese, os seis maiores bancos do país lucraram R$ 51,3 bilhões em 2012, enquanto as despesas com segurança e vigilância somaram R$ 3,1 bilhões, o que representa uma média de 6,1% em comparação com os lucros.

Essa foi a segunda reunião da CCASP em 2013 e a primeira sob o comando da titular da Coordenação de Controle Geral de Segurança Privada (CGCSP), delegada Silvana Helena Vieira Borges. Durante a reunião, a delegada informou que o projeto de lei do estatuto de segurança privada, que visa atualizar a lei federal nº 7.102/83, se encontra em análise na Casa Civil da Presidência da República.

Para o diretor do Sindicato, Leonardo Fonseca, “novamente vários bancos foram punidos pelo número de vigilantes em desacordo com os planos de segurança, mostrando que, além de demitir bancários, vivem reduzindo postos de trabalho na área de vigilância, elevando o risco e precarizando a segurança, só para aumentar o chamado índice de eficiência e turbinar ainda mais os lucros”.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

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