A desigualdade social e a precarização dos contratos de trabalho assombram cada vez mais os brasileiros, mostrando o verdadeiro retrocesso representado pela política neoliberal e entreguista de Temer. Dados divulgados pelo IBGE nesta quarta-feira, 11, apontam que somente 10% da população concentrava 43,3% da renda total do país em 2017. Já os 10% mais pobres, detinham apenas 0,7% da renda total.

Considerando apenas os 1% que ficam no topo, a renda média foi de R$ 27.213 por mês — 36,1 vezes a média recebida pela metade mais pobre da população, que ganhava apenas R$ 754 por mês, menos que um salário mínimo.

A pesquisa sobre concentração de renda feita pelo IBGE considera todas as fontes de renda da população, como salário, aposentadoria, pensão e programas de transferência de renda, como o Bolsa Família.

As informações divulgadas mostram ainda que houve queda na renda média dos brasileiros, passando de R$ 2.124, em 2016, para R$ 2.112 no ano passado.

Para a presidenta do Sindicato, Eliana Brasil, ao contrário do que o governo ilegítimo tenta mostrar, a reforma trabalhista, a reforma da Previdência e os ataques às empresas estatais visam apenas enriquecer aqueles que já são ricos. Ao mesmo tempo, jogam a conta da crise nos trabalhadores e na população mais vulnerável, destruindo políticas sociais e entregando o patrimônio do povo aos grandes empresários.

“Como se não bastasse, temos ainda o perdão do governo a dívidas bilionárias de grandes empresas, o projeto de desmonte do Sistema Único de Saúde (SUS), a queda nos investimentos em pesquisas e desenvolvimento tecnológico, o sucateamento das universidades federais, além do enfraquecimento de importantes programas sociais. Tudo a serviço do mercado e dos grandes patrocinadores do golpe perpetrado contra o governo legítimo eleito pelos brasileiros”, afirmou Eliana.

 

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