O II Censo da Diversidade, conquistado na Campanha Nacional 2012, começou a ser aplicado no dia 17 de março em todo o país. Cerca de 486 mil bancários e bancárias, que representam 98% do funcionalismo de 18 bancos públicos e privados, poderão participar, até o dia 25 de abril, respondendo o questionário através do hotsite da Febraban.

Clique aqui para acessar o hotsite.

Bancárias e bancários não devem deixar a participação para a última hora. Responder às perguntas do questionário é extremamente importante para garantir igualdade de oportunidades e de tratamento para todos os trabalhadores.

Com o II Censo será possível comparar se as distorções detectadas na primeira pesquisa, realizada em 2008, foram corrigidas, bem como averiguar se os bancos estão efetivamente assegurando condições igualitárias na contratação, na remuneração e na ascensão profissional de todos os trabalhadores, independente de sexo, gênero, raça/cor, etnia, se LGBT ou pessoas com deficiência.

Rápido, fácil e seguro

O tempo previsto para responder ao II Censo é em torno de 8 e 10 minutos. O sistema conta com um programa de segurança e as respostas são sigilosas e confidenciais. Todos os bancários, inclusive os licenciados por motivos de saúde, maternidade e mandato sindical, que estão na base de cadastro da RAIS, podem participar da pesquisa.

A exigência do CPF, da data de nascimento ou matrícula completa permite a entrada segura no sistema, a certificação de que o acesso é feito somente por bancários. O sistema está criptografado, o que significa que não há como rastrear individualmente os CPFs ou matrículas, logo não há risco de vazamento de informações.

Uma história de lutas contra a discriminação e o preconceito

O debate sobre igualdade de oportunidades foi pautado no Encontro Nacional dos Bancários em 1992. De lá para cá, foram inúmeras ações voltadas ao combate da discriminação no setor financeiro. Em 1996, o tema foi incluído na minuta de reivindicações entregue aos bancos.

No I Encontro de Mulheres, em 1997, foi criada a Comissão de Gênero, Raça e Orientação Sexual (CGROS) e, no ano seguinte, o tema igualdade de oportunidades tornou-se bandeira de luta da Campanha Nacional dos Bancários.

Os bancos sempre negaram a discriminação no local de trabalho, mas em 2000 a então CNB-CUT e o Dieese realizaram uma pesquisa nacional, a qual resultou na publicação “Os Rostos dos Bancários”. O levantamento traçou o perfil da categoria e comprovou a existência de distorções de gênero e raça.

Depois da identificação das desigualdades, a CNB-CUT produziu três cartilhas entre 2001 e 2003: “Assédio Moral no Trabalho”, “Relações Compartilhadas” e “Igualdade de Oportunidades”, intensificando o debate junto aos bancários. Essas ações refletiram positivamente na criação da mesa bipartite sobre igualdade de oportunidades em 2001.

Ao longo desses mais de 10 anos, a mesa temática aprofundou o debate sobre diversos temas relacionados às minorias. E, em 2008, foi construído o primeiro censo, chamado de “Mapa da Diversidade”, que revelou uma série de desigualdades nos bancos.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

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