O Mercantil do Brasil foi tema de reportagem transmitida pela rádio Itatiaia, neste mês de março, como parte de uma série sobre empresas que superaram crises e mantêm sua tradição. Porém, ao falar sobre os 75 anos do banco, que serão completados em maio de 2018, o presidente Luiz Henrique de Araújo simplesmente se “esqueceu” de citar a importância dos funcionários para a instituição.

Durante entrevista, Luiz Henrique destacou que o banco enfrentou crises e diversos planos econômicos sem ter corrido o risco de fechar as portas. Ele credita esta força “ao trabalho, à seriedade e à postura dos executivos do banco”, além de reverenciar os acionistas que acompanham com proximidade a gestão.

O Sindicato ressalta que, na entrevista, o presidente do Mercantil mostra desconhecer que os lucros e a superação das crises se deram, principalmente, devido ao esforço diário de bancárias e bancários. São os trabalhadores que dedicam suas vidas para garantir o crescimento do banco e que sofrem, diariamente, com a pressão para o cumprimento das metas.

A reportagem destaca, ainda, que o Mercantil é o 9º maior banco do Brasil, sendo o único banco mineiro de varejo. São 2.500 funcionários, 220 agências e 2,5 milhões de clientes. Porém, não faz nenhuma referência às substituições de agências por Postos de Atendimento (PAs) e nem à falta de segurança em locais de trabalho, além dos cortes de funcionários, que aumentam a sobrecarga de trabalho e prejudicam a capacidade de atendimento.

“Nós, funcionários, comemoramos os 75 anos de vida do Mercantil e torcemos para que o banco seja cada vez mais sólido. Afinal, é dele que tiramos nosso sustento. Mas é lamentável que o banco credite seus resultados positivos apenas à parceria de seus executivos e acionistas, e se esquece dos verdadeiros heróis, que estão dentro das agências e departamentos de suporte. Não podem se esquecer daqueles que adoecem pelo banco e até perdem sua vida pela instituição. Michelle Bertoloni, presente!”, destacou o funcionário do Mercantil e diretor do Sindicato, Vanderci Antônio da Silva.

Já o funcionário do Mercantil e diretor do Sindicato, Marco Aurélio Alves, ressaltou que o Sindicato sempre esteve ao lado dos trabalhadores do banco na luta por melhores condições de trabalho, em defesa de seus direitos e contra os abusos. “A fala do presidente do banco só deixa ainda mais clara a falta de reconhecimento que sempre denunciamos. O Mercantil é construído, diariamente, por bancárias e bancários que sequer foram lembrados durante a entrevista. Seguimos em luta para exigir o devido respeito aos esforços da nossa categoria”, afirmou

 

 

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