avaliadores_siteApós pressão dos trabalhadores, a CAIXA prorrogou por 90 dias o pagamento do adicional de insalubridade dos avaliadores de penhor. O anúncio foi feito nesta segunda-feira, 18, em resposta ao ofício entregue pela Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), durante a negociação da mesa permanente realizada na terça-feira da semana passada, dia 12 de julho, cobrando a retomada do benefício. Na reunião, o banco recuou e manteve o adicional durante o mês de julho.

O corte do adicional foi anunciado pela CAIXA no dia 5 de julho, em comunicado interno, alegando que laudos de empresas contratadas consideraram que o ambiente em que se manipulam produtos químicos pelos avaliadores não apresenta risco à saúde. Por esse motivo, o banco afirmou que os empregados da área não teriam mais direito ao adicional correspondente a 40% do salário mínimo (R$ 352).

O movimento representativo dos trabalhadores reagiu imediatamente a esta atitude do banco, já que, de acordo com relatos de avaliadores, os profissionais ainda trabalham em condições precárias e usando equipamentos de proteção individual (EPI) inadequados. Os representantes dos empregados deixaram claro que não defendem ambiente insalubre e reivindicam que nenhuma unidade ofereça riscos aos trabalhadores.

As entidades representativas também contestam os laudos apresentados pela CAIXA, até agora, para justificar a suspensão do adicional. Segundo informações repassadas pela Associação Nacional dos Avaliadores de Penhor da Caixa Econômica Federal (Anacef), a maioria dos estudos teve como base apenas uma amostragem e, nos casos positivos, o banco solicitou que o empregado refizesse.

Novos laudos estão sendo produzidos em algumas unidades da CAIXA e, até o dia 11 de agosto, os representantes dos trabalhadores voltarão a ser reunir extraordinariamente com o banco para retomar o debate sobre o problema.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Fenae

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