O processo que envolve os bancários do antigo BCN segue evoluindo e foi divulgado, no dia 21 de janeiro, um novo comunicado dos representantes dos beneficiários na Justiça. Confira, abaixo, a situação atual conforme o que foi informado pelos advogados:

Após o recebimento de mais de 1.700 procurações e documentos enviados por ex-bancários do BCN espalhados por todo o Brasil, foi necessário um intenso trabalho para qualificação e identificação através de listas fornecidas pelo Bradesco de todos os beneficiários do processo que envolve a Fundação Francisco Conde.

Por questões práticas e visando o célere andamento do processo, as qualificações dos beneficiários foram realizadas por estado e por ordem alfabética para formação de petição em conjunto com protocolo perante o juiz da 4ª Vara Cível de Osasco, local de trâmite do processo.

Na mesma ocasião, os representantes dos beneficiários apresentaram petição esclarecendo os critérios de divisão do crédito definidos pelo Tribunal de Justiça a serem observados pelo juiz da causa.

Após o protocolo dos pedidos de pagamento, iniciou-se então o trabalho de análise da documentação pelo Judiciário, cabendo ao juiz, após manifestação do Ministério Público oficiante na Vara, autorizar o pagamento.

Nessa fase, deve-se aguardar o trâmite do processo e a análise da documentação sem interferências desnecessárias para não tumultuar e atrasar o andamento. Os representantes dos beneficiários estão atuando e acompanhando todo o trâmite processual, estando inclusive, de prontidão para atender pedido do Juiz ou do Ministério Público, assim como solucionar eventuais problemas.

Contudo, o que se tem notado recentemente é o assédio de advogados junto aos beneficiários do processo que já apresentaram documentação, visando angariar clientes através da “invenção de problemas para vender soluções”, prometendo agilidade e trabalho em tempo integral na tramitação do processo e pagamento.

Conforme já foi explicado, todo o trabalho de reunião de documentos, qualificação e habilitação dos beneficiários já foi realizado. Agora, deve-se aguardar o trabalho do Judiciário e do Ministério Público na análise dos pedidos para liberação dos pagamentos, ressaltando que a ação temerária e antiética de tais profissionais não trará maior celeridade. Ao contrário, a interferência constante na ânsia de angariar honorários e na promessa de pagamento célere resultará em atrasos desnecessários prejudicando todos os beneficiários, pois, se cada um dos beneficiários resolverem trocar de advogado, o processo deverá necessariamente ser paralisado para análise individual de cada pedido para retificação da representação processual.

Compartilhe: