Nesta quinta, 28 de novembro, foi aprovada por maioria qualificada a proposta que livra a Cassi do risco de liquidação.

Dos 167.557 associados em dia com suas obrigações, 124.267 (74,16%) exerceram o direito de voto. Foram 81.982 (65,97%) votos favoráveis à proposta e 39.608 (31,87%) contrários, com 1.161 (0,93%) brancos e 1.516 (1,22%) nulos. Considerando apenas votos válidos, a proposta foi aprovada com 67,42% dos votos.

A proposta apresentada para consulta ao corpo social foi fruto de exaustivas negociações entre as entidades e o patrocinador Banco do Brasil, sendo a terceira apresentada no período de um ano.

Em novembro de 2018, foi apresentada uma proposta que não foi negociada com os representantes da categoria. A Contraf-CUT e seus sindicatos filiados orientaram a não aprovação e a proposta foi reprovada. Na época, 91.796 funcionários votaram NÃO à proposta do banco e apenas 38.970 foram favoráveis, apesar do empenho maciço do patrocinador Banco do Brasil.

Após a pressão por negociações, em janeiro deste ano, o BB aceitou sentar à mesa e formular uma proposta com as entidades. A mesma foi colocada em votação, em maio de 2019, e recebeu a maioria dos votos SIM, mas não obteve os dois terços previstos no estatuto.

Novas rodadas de negociações ocorreram com avanços e, de 18 a 28 de novembro de 2019, os associados da Caixa de Assistência dos Funcionários do BB aprovaram a nova proposta com expressiva maioria.

Essa vitória possibilita a recuperação da Cassi e, já em dezembro, o Banco do Brasil vai realizar aportes que visam a recuperação das reservas legais exigidas pela ANS.

“Essa foi a vitória do bom senso e mostrou a força das entidades que representam nossa categoria. Os associados entenderam a conjuntura difícil que estamos vivendo, com retiradas de direitos e membros do governo se posicionando contra o aporte de quase R$ 1 bilhão que o BB fará na Cassi. Chegaram a dizer que a Cassi era um privilégio. Vencemos o governo e vários setores do banco, que queriam a liquidação de nossa Caixa de Assistência”, afirmou o funcionário do Banco do Brasil e diretor da Fetrafi-MG/CUT, Rogério Tavares.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região

 

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