Na oitava rodada de negociação da Campanha 2014, realizada neste sábado, 27, em São Paulo depois de assembleias em todo o país terem decretado greve por tempo indeterminado a partir da terça-feira, 30, a Fenaban apresentou uma nova proposta  elevando o índice de reajuste de 7% para 7,35% (0,94% de aumento real) para os salários e demais verbas salariais e de 7,5% para 8% (1,55% acima da inflação) para os pisos. O Comando Nacional dos Bancários já considerou a nova proposta insuficiente, já que os banqueiros ignoram completamente as reivindicações sobre emprego, condições de trabalho, principalmente metas abusivas e assédio moral, segurança e igualdade de oportunidades.

Para a presidenta do Sindicato, Eliana Brasil, os bancos têm plenas condições de oferecer uma proposta melhor. “Queremos mais. Queremos mais saúde, mais segurança nas agências e melhores condições de trabalho, queremos o fim das metas abusivas e do assédio moral. A proposta apresentada pela Fenaban não atende as reivindicações da categoria e continuaremos com a  mobilização para pressionar os banqueiros. Daí a importância da participação de bancárias e bancários para que possamos construir uma greve forte e vitoriosa. Vamos todos mostrar aos banqueiros que faremos valer a nossa força para garantir e ampliar direitos.

Atos no Banco Central no dia 2

Bancárias e bancários realizarão manifestações em frente à sede e às representações do Banco Central em todo o país na quinta-feira, dia 2 de outubro. O objetivo é protestar contra as propostas de independência do BC e para defender o fortalecimento do papel dos bancos públicos. Estes dois temas estão no centro do debate eleitoral e a categoria bancária tem posição histórica definida em seus fóruns nacionais sobre eles.

Com sede em Brasília, o Banco Central tem representações em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Curitiba, Porto Alegre, Fortaleza e Belém.

A independência do BC e a limitação da atuação dos bancos públicos estão explicitados no programa de governo da candidata Marina Silva, coordenado pela herdeira do Itaú Maria Alice Setúbal, e vêm sendo defendidos pelos principais assessores econômicos de Aécio Neves. São bandeiras dos bancos privados e da Fenaban, que se chocam frontalmente com as posições que os bancários têm defendido historicamente em suas conferências nacionais e nos congressos da Contraf-CUT.

A nova proposta econômica dos bancos

Reajuste de 7,35% (0,94% de aumento real).

Piso portaria após 90 dias – 1.240,89 (8% ou 1,55% de aumento real).

-Piso escritório após 90 dias – R$ 1.779,97 (1,55% acima da inflação).

Piso caixa/tesouraria após 90 dias – R$ 2.403,60 (salário mais gratificação mais outras verbas de caixa), significando 1,55% de aumento real).

PLR regra básica – 90% do salário mais R$ 1.818,51, limitado a R$ 9.755,42. Se o total ficar abaixo de 5% do lucro líquido, salta para 2,2 salários, com teto de R$ 21.461,91.

PLR parcela adicional – 2,2% do lucro líquido dividido linearmente para todos, limitado a R$ 3.637,02.

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Antecipação da PLR

Primeira parcela depositada até dez dias após assinatura da Convenção Coletiva e a segunda até 2 de março de 2015.

Regra básica – 54% do salário mais fixo de R$ 1.091,11, limitado a R$ 5.853,25 e ao teto de 12,8% do lucro líquido – o que ocorrer primeiro.

Parcela adicional – 2,2% do lucro líquido do primeiro semestre de 2014, limitado a R$ 1.818,51.

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Auxílio-refeição – R$ 24,88.

Auxílio-cesta alimentação e 13ª cesta – R$ 426,60.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

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