Foto: Augusto Coelho – Fenae

A CAIXA não apresentou nenhuma proposta às reivindicações dos empregados para as questões relacionadas à carreira, jornada de trabalho, Sistema de Ponto Eletrônico (Sipon) e organização do movimento. “Inviável” foi a resposta do banco a todos os itens apresentados pela Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) durante a quarta rodada de negociação da pauta específica dos trabalhadores na Campanha 2014, realizada na sexta-feira, 12), em Brasília. A negociação com o banco ocorre concomitante às negociações com a Fenaban.

A presidenta do Sindicato, Eliana Brasil, representou a entidade na mesa de negociação.

Gipso

Foram cobradas da CAIXA informações sobre a reestruturação da Gerência de Programas Sociais (Gipso). Os representantes do banco afirmaram que foi aprovado, no dia 5 de agosto, pelo Conselho Diretor voto com proposta de alterações na área. Segundo eles, somente após a publicação da resolução (sem data prevista) será possível conhecer os detalhes das mudanças na Gerência.

A CEE/Caixa reforçou sua preocupação em relação ao tema e cobrou da CAIXA que, na mesa de negociação, sejam passadas informações sobre o andamento do processo.

Jornada de seis horas

Os representantes dos trabalhadores cobraram da CAIXA o cumprimento da jornada de seis horas e a adoção do login único para evitar fraudes no registro do ponto eletrônico. A estação única adotada pela empresa não impede que o empregado continue trabalhando após o término da jornada.

Os negociadores do banco disseram que o fim das horas extras sistemáticas também é o desejo da CAIXA e que a empresa tem envidado esforços para que isso ocorra.

No entanto, a realidade nas unidades de todo o país é bem diferente. A sobrecarga de trabalho força os empregados a trabalharem acima da jornada, e eles sofrem pressão para não fazer horas extras ou não registrar corretamente o ponto. Para os representantes dos trabalhadores, a carência de pessoal – problema que a CAIXA diz não existir – é um dos fatores que geram toda esta situação.

Ainda com relação à jornada, a CEE/Caixa defendeu o pagamento de horas extras a todos os trabalhadores e o fim da compensação.

Carreira

A CAIXA voltou a rejeitar a adoção de critérios para descomissionamentos. Os representantes dos trabalhadores criticaram o banco por não deixar claro as regras utilizadas e por tomar a medida de forma unilateral, deixando a cargo do gestor a retirada de função.

Outra proposta recusada pela CAIXA é a criação de comitê paritário – integrado por representantes dos empregados e da empresa – para acompanhar o PSI (Processo Seletivo Interno).

Outro ponto cobrado na negociação foi o retorno do incentivo à graduação. Os representantes da empresa alegaram que o programa está suspenso temporariamente para reavaliação e ficaram de apresentar uma posição sobre esse benefício durante a campanha salarial.

Os representantes dos empregados reivindicaram também atenção do banco aos supervisores de canais. Estes trabalhadores são cobrados como gerentes, mas têm remuneração inferior. Além disso, são obrigados a arcar com despesas como combustível e telefone para exercer suas atividades. A CAIXA alega que o salário é compatível com as atribuições e solicitou à área responsável a demanda sobre o ressarcimento das despesas.

Foi debatida, também, a implantação do plano de carreira próprio para os empregados do setor de tecnologia. Em reunião realizada na semana passada, o vice-presidente de Tecnologia da Informação da CAIXA, Joaquim Lima, prometeu apresentar na quinta-feira, 11, proposta de encarreiramento da TI, o que não ocorreu.

A informação dada aos trabalhadores foi a de que o projeto seria apresentado na sexta, na negociação específica da Campanha 2014. Mas a CAIXA, mais uma vez, frustrou os empregados da área, ao informar que o assunto será tratado posteriormente, na mesa de negociação permanente.

Organização do movimento

A CAIXA também negou as reivindicações relativas à organização do movimento como ampliação à inamovibilidade dos delegados sindicais durante a estabilidade.

Quanto à participação do suplente de representante dos empregados nas reuniões do Conselho de Administração (CA), os negociadores do banco alegaram que esta decisão compete ao CA.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT e Fenae

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