Foto: Alessandro Carvalho

A presidenta Dilma Rousseff venceu Aécio Neves neste domingo, 26 de outubro, na disputa em segundo turno para a presidência. Dilma foi reeleita com 51,64% dos votos válidos contra 48,36% do adversário. A reeleição representa uma vitória do projeto dos trabalhadores e especialmente da categoria bancária, que sempre lutou para garantir e ampliar direitos, pelo fortalecimento dos bancos públicos e contra a independência do Banco Central.

O governo Dilma dá continuidade a um projeto que, desde 2003, vem valorizando os bancos públicos como importantes instrumentos para o desenvolvimento do Brasil. Hoje, mais da metade do crédito existente no país é de origem estatal e estes bancos são fundamentais para o financiamento de grandes obras e na execução de políticas públicas de distribuição de renda e inclusão social.

Na última quinta-feira, dia 23, a presidenta enviou carta aberta à Contraf-CUT na qual manifestou satisfação pelo cumprimento do compromisso com o fortalecimento dos bancos públicos, cujo “primeiro e fundamental passo foi a valorização dos bancários”.

Dilma acrescentou ainda que “recuperamos a capacidade do Banco do Brasil, da Caixa, do BNDES, do BNB e do BASA de atuar em favor do Brasil”, lembrando que “o comportamento dos bancos públicos na crise em 2009 foi exemplar, quando, por orientação do Governo Federal, forneceram crédito em grande volume para que a sociedade brasileira mantivesse a atividade econômica e o nível de emprego”.

Durante os governos Lula e Dilma, a categoria bancária garantiu também diversos avanços na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e nos acordos específicos. Desde 2004, já foram 11 anos consecutivos de aumento real, acumulando 20,7% nos salários e 42,1% nos pisos.

“Esperamos que o novo governo continue avançando em relação aos direitos trabalhistas e valorizando os trabalhadores brasileiros. Daremos continuidade às negociações permanentes, intensificando o diálogo para ampliar a participação da classe trabalhadora nas decisões políticas. Intensificaremos os nossos esforços pela ampliação de nossas conquistas e contra o avanço de leis que precarizem as relações de trabalho”, afirmou a presidenta do Sindicato Eliana Brasil.

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