No final de janeiro, a CAIXA anunciou mais um processo de reestruturação. Com as justificativas de “alinhamento da Matriz com a Rede” e “garantia do padrão na execução das diretrizes corporativas”, o banco está impondo as mudanças sem qualquer negociação com os empregados e as entidades que os representam.

O processo, que já está em andamento, gera apreensão e até mesmo adoecimento de empregadas e empregados. A falta de informações leva ao medo quanto a eventuais extinções e dispensas de funções, que repercutem na vida financeira e pessoal dos trabalhadores. Diante de tantas dúvidas, inúmeros bancários já procuraram o Sindicato para receber orientações.

Segundo informações da direção do banco, a reestruturação reduzirá o número de Superintendências (Sure) de oito para seis (as Sure passarão a se chamar Superintendências Nacionais de Varejo – SUV). As superintendências regionais também serão reduzidas das atuais 84 para 54. Em Minas Gerais, já foram fechadas quatro superintendências regionais, sendo uma em Belo Horizonte.

O processo de reestruturação precariza as condições de trabalho, com mudanças bruscas nas atividades desenvolvidas, cobranças por metas abusivas, descomissionamentos sumários, cortes de postos de trabalho e transferências compulsórias.

Com isso, fica também precarizado o atendimento à população. Visando mudar seu perfil, com foco nos negócios, a CAIXA vai na contramão de seu papel social. As mudanças fazem com que o banco deixe, gradualmente, de servir ao povo brasileiro e ao desenvolvimento do Brasil.

“Não podemos aceitar que empregadas e empregados sejam tratados com tanto desrespeito. As mudanças impostas, sem qualquer negociação, afetam a saúde e a vida de bancárias e bancários em todo o Brasil. No dia 12 de fevereiro, iremos nos reunir com a CAIXA e cobraremos garantias para os trabalhadores, para colocar fim ao pânico que se instalou nas unidades de trabalho”, afirmou a presidenta do Sindicato, que é empregada da CAIXA, Eliana Brasil.

Mobilização

Empregadas e empregados de todo o país se preparam, também, para um Dia Nacional de Luta em 13 de fevereiro. Para mostrar sua indignação, os trabalhadores se vestirão de preto nas unidades.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

 

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