A reestruturação das áreas vinculadas à vice-presidência de infraestrutura e suprimentos do BB (Visin), oficialmente, foi concluída em 25 de fevereiro.

Não bastasse a total insensibilidade com que o BB tratou dos argumentos colocados nas oportunidades em que o movimento sindical pode explicar suas preocupações com a forma atropelada e, aparentemente, sem planejamento com que o processo foi tocado desde seu início. Hoje, após finalizado o processo, a impressão que se tem é de que, realmente, as pessoas que conduziram essa reestruturação não tiveram o mínimo cuidado no que se refere à dimensão humana envolvida na questão.

No Cenop BH, por exemplo, não houve qualquer tipo de treinamento prévio, a quantidade de contratos migrados é enorme e não há contingente suficiente para dar vazão à demanda. Os colegas lotados naquela unidade estão assustados com tamanha falta de planejamento.

A questão mais preocupante em relação à situação atual na citada unidade, que é parecida com a realidade em vários outros centros atingidos por essa reformulação, é que os funcionários se submetem à lei 8.666/93, que regula os contratos firmados entre BB e particulares. A lei determina que deve ser designado um fiscal do contrato firmado nestes termos que fica pessoalmente responsável por qualquer desvio eventualmente identificado no cumprimento das obrigações pelos órgãos reguladores.

Na atual conjuntura, após a monstruosa reestruturação comandada pela Visin, os funcionários não têm a menor condição objetiva de, efetivamente, acompanhar a execução dos contratos, transformando-se em meros pagadores de faturas emitidas com base nos acordos firmados.

O Sindicato manifesta sua indignação em relação à situação de penúria dos colegas atingidos por essa famigerada reestruturação, implantada a toque de caixa, da noite para o dia, sem o mínimo de respeito aos funcionários do BB e nem atenção aos interesses da sociedade brasileira, maior acionista desta instituição bicentenária.

Convocamos todos os funcionários para participar da manifestação que ocorrerá nesta terça-feira, 15 de março, na entrada do prédio da Rua da Bahia, 2500, a partir das 10h. O objetivo é demonstrar a insatisfação dos funcionários com a truculência e a falta de planejamento do BB na condução da reestruturação da Visin.

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