O Sindicato tem recebido inúmeros pedidos de ajuda diante da agressão do Banco do Brasil com a remoção compulsória. Muitos com dúvidas sobre o processo da escolha do nome, se o banco arcará com o transporte de ida e volta deste funcionário para outras cidades, entre outras questões.

Sobre os nomes indicados para a remoção, o que se percebe até então é que a informação chega aos colegas de forma verbal, informal, e não através de um documento do banco. Simplesmente, o gestor vai até ao colega e o pressiona para optar por alguma agência.

O Sindicato entende que, sem um documento formal, somente de forma verbal, não é garantida a proteção jurídica. Posteriormente, o banco poderá alegar que o bancário fez isso de livre arbítrio e não por pressão do empregador. No caso de ação judicial futura, o BB poderá alegar que a opção do colega pela transferência foi “voluntária” e não compulsória.

Alguns questionamentos estão chegando sobre o processo da remoção compulsória, entre eles sobre qual a garantia de que o gestor está apontando a pessoa indicada pelo banco. Isto porque ninguém tem acesso a documentos que indiquem o nome do funcionário para a remoção e quais os critérios utilizados para escolher quem será removido de forma compulsória.

Segundo informações apuradas, no Correio confidencial que é encaminhado ao gestor, mas não é apresentado e compartilhado com os demais, já consta o nome da pessoa e que não há como ser alguém diferente daquele que consta na mensagem. Sobre os critérios, a informação passada é que será baseado em pontuação pelo sistema TAO (Talentos e Oportunidades).

A respeito deste último, pontuação pelo TAO, o banco somente fornece a pontuação do próprio funcionário a ele, alegando que, em respeito ao sigilo profissional, não pode fornecer a terceiros a pontuação dos demais funcionários. Isso vem gerando muitas suspeitas.

Como exemplo, há o caso de uma funcionária com CPA 10 vigente, cinco certificações internas, graduação e pós-graduação, muitos anos de banco e que já foi comissionada por cerca de 10 anos. De acordo com o BB, outros dois escriturários, que não possuem tais experiências e formação profissional, possuem mais pontos que a bancária no TAO e, por isso, o nome dela foi escolhido para a remoção compulsória.

Segundo Matheus, secretário geral do Sindicato, “o que o banco vem fazendo, com esta prática, é transferir um problema que é de sua responsabilidade para o funcionário. Nosso alerta, com algumas exceções, é que o bancário, sem algum documento formal do banco, poderá ficar desprotegido juridicamente”.

 

Compartilhe: