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Foto: Contraf-CUT

Remuneração, igualdade de oportunidades e emprego foram os temas do primeiro dia de negociações da Campanha Nacional 2016. A negociação entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) foi realizada nesta quinta-feira, 18, em São Paulo. A presidenta do Sindicato, Eliana Brasil, representou o Sindicato na mesa.

Durante a negociação, os representantes dos bancários explicaram aos bancos os principais pontos da pauta de reivindicações. Os trabalhadores cobraram um modelo de negociação diferente, pois os banqueiros já conhecem a minuta, e reafirmaram que os 128 artigos do documento estão sendo reivindicados.

Dentro do tema da remuneração, a categoria reivindica reposição da inflação mais ganho real de 5%, valorização do piso salarial no valor do salário mínimo calculado pelo Dieese (R$3.940,24 em junho), PLR de três salários mais R$ 8.317,90. Para vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá o valor reivindicado é de R$880,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional). Outras reivindicações abordadas foram vale-cultura, vale-refeição durante o auxílio maternidade e parcelamento das férias.

Os representantes dos bancários mostraram à Fenaban que 25% das categorias tiveram aumento acima da inflação de janeiro a maio deste ano e cobraram que os bancários também estejam nesta estatística, já que se trata do setor mais lucrativo do país.

Já no tema igualdade de oportunidades, o destaque ficou para o fim das discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres.

Em emprego, os representantes dos trabalhadores lembraram que, entre 2012 e 2015, mais de 34 mil postos de trabalho foram cortados. Por isso, cobraram o fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas. A preocupação com as agências digitais também foi abordada pelos bancários.

A negociação prossegue nesta sexta-feira, 19 de agosto, a partir das 9h30. Serão discutidas as reivindicações relativas a saúde do trabalhador, condições de trabalho e segurança.

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Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

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