14/03/2012

 

A Comissão Paritária da Promoção por Mérito da CAIXA reuniu-se nesta segunda (12) e terça-feira (13), em Brasília, para tratar da sistemática de avaliação para o ano base 2012, visando a promoção de janeiro de 2013. O processo de avaliação do ano base 2011 foi concluído em fevereiro, refletindo importantes avanços conquistados pelo movimento dos empregados ao longo dos últimos anos. As promoções foram retroativas a 1º de janeiro deste ano.

A expectativa era de que, nesta reunião de dois dias, a primeira da Comissão Paritária neste ano, ocorressem avanços nas definições para o processo seguinte, viabilizando assim a antecipação aos empregados das regras e critérios norteadores da promoção de 2013. No entanto, a CAIXA acabou por inserir dificuldades nas discussões.

Os representantes da CAIXA apresentaram proposta global com várias alterações em relação ao processo anterior. Para a representação dos empregados, muitas delas significam retrocessos. São os casos, por exemplo, da exigência de que o empregado complete 365 dias de empresa para ser avaliado e promovido, da alteração dos pesos das modalidades de avaliação subjetiva e da mudança da linha de corte.

Pela proposta da empresa, as modalidades da avaliação subjetiva, que hoje possuem mesmo peso, passariam a ter a seguinte conformação: 40% para a avaliação do gestor, 30% para a avaliação dos pares e 30% para a auto-avaliação. A linda de corte, hoje em 8,2 pontos, passaria a ser pela média nacional, que foi de 9,15 na última avaliação.

Entre os retrocessos desejados pela empresa consta ainda a inversão dos pesos conferidos aos critérios de avaliação. A Caixa quer que os critérios subjetivos passem a pesar 60% e os objetivos 40%.

A proposta da CAIXA passa, sobretudo, pela alteração dos fatores de avaliação subjetiva, com inclusão de critérios de orientação ao resultado. Os representantes dos empregados na Comissão Paritária refutaram de pronto qualquer coisa que venha nesse sentido, por representar vinculação a metas.

A CAIXA ficou de encaminhar à representação dos empregados a bibliografia e os normativos que serviram de fundamentação às mudanças que estão sendo propostas, relativas à avaliação subjetiva, para posterior retomada das discussões na Comissão Paritária da Promoção por Mérito.
Para o empregado da CAIXA e presidente do Sindicato, Cardoso, o banco tem que negociar com os empregados e não impor como fez em relação ao PFG. “Exigimos que a direção da CAIXA negocie com seriedade a promoção por mérito que é uma conquista histórica alcançada com muita luta pelos trabalhadores”, afirmou.

 

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