14/03/2012

 

Foto: Seeb Brasília

A representação dos funcionários do Banco do Brasil se reuniram nesta terça-feira, dia 13, com os representantes da instituição, em Brasília, para debater o novo programa de metas – o Sinergia BB.

Após a apresentação feita pelo banco sobre as linhas gerais do programa, foi exposta pela representação dos funcionários uma série de problemas e incertezas que o novo programa vem causando na rede de varejo no que diz respeito à forma como as dependências serão avaliadas em seus resultados, ao final do semestre.

Os sindicatos ouviram os trabalhadores e uma das críticas apontadas é com relação à individualização das metas nas carteiras de clientes. Muitos gestores afirmam que antes, no antigo acordo de trabalho, tinham condições de gerir e acompanhar a evolução dos resultados na dependência como um todo e, agora, não é mais possível essa administração geral da agência.

O coordenador da Comissão de Empresa, Eduardo Araújo, disse que o movimento sindical não aceita a individualização das metas e também não admite que existam rankings.

Jornada de 6 horas

Além do debate sobre o programa de metas Sinergia BB, a representação dos funcionários cobrou que o banco negocie a jornada de 6 horas para os comissionados sem redução de salário.

Saúde

Os representantes dos bancários afirmaram que esperam uma resposta do banco com relação à posição de seus representantes indicados no Conselho Deliberativo da Cassi para votarem a adequação da caixa de assistência em relação à resolução 254, da Agência Nacional da Saúde. O conselho se reunirá na próxima semana em sua reunião mensal e os representantes dos funcionários protocolaram junto ao banco pedido para a regularização.

Também foram discutidas questões regionais, como a retirada de portas giratórias em função do projeto Nova Ambiência e a questão do assédio moral. O banco respondeu que está respeitando a legislação local em relação às portas de segurança.

Dia Nacional de Luta

A Comissão de Empresa definiu a data de 28 de março como novo Dia Nacional de Luta pela Jornada de 6 horas para todos, sem redução de salários. Além disso, no dia de luta os funcionários cobrarão propostas efetivas do banco para as questões que estão na mesa de negociação permanente, como melhorias do plano de carreira e soluções para os trabalhadores oriundos de bancos incorporados.
Nova reunião

Foi definido que na próxima negociação entre a representação do funcionalismo e o BB a questão do Banco Postal entrará na pauta.

Para o funcionário do BB e diretor do Sindicato, José Adriano, é fundamental lutar contra a individualização de metas e combater a prática de divulgação de ranking de funcionários. “Estamos acompanhando a implantação do Novo Sinergia e, neste momento, os bancários devem denunciar a prática do assédio moral para cumprimento de metas bem como a publicação interna de rankings”.

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