Em audiência realizada nesta segunda-feira, 3, em Brasília, representantes dos funcionários foram ouvidos sobre a representação protocolada no dia 5 de novembro contra o Banco do Brasil por práticas antissindicais e discriminação pós-campanha nacional em relação aos bancários que exerceram o seu legítimo direito de greve. Apesar do esforço do Ministério Público do Trabalho (MPT) em tentar mediar a situação, o BB não voltou atrás na sua decisão de alterar unilateralmente férias e licenças já programadas trabalhadores em greve.

A mediação do MPT ocorreu no sentido de que o banco alterasse a Instrução Normativa 361, especificamente no item em que dá margem para tal alteração unilateral de afastamentos abonados (férias, abonos e licenças prêmio) ou que o BB emitisse um informe esclarecendo que a prática está proibida. O banco, porém, manteve-se intransigente e não houve mediação.

O MPT deu prazo ao banco até a próxima segunda-feira (10) para analisar a situação e apresentar uma proposta que não prejudique os bancários grevistas nesses afastamentos abonados.

Uma das condições para que os bancários assinassem o acordo coletivo 2012/2013 com o BB foi a de não haver o desconto dos dias de greve ou mesmo qualquer outra medida contra os trabalhadores que exerceram esse direito assegurado pela Constituição. Depois do acordo, o banco unilateralmente publicou uma instrução normativa mandando os administradores alterarem férias e demais licenças dos grevistas que já estavam agendadas.

Entidades sindicais também denunciaram o banco ao assessor especial da Secretaria-Geral da Presidência da República, José Lopes Feijó, durante reunião ocorrida no dia 14 de novembro, em Brasília. Três documentos foram entregues a ele com denúncias de problemas graves de gestão no BB, entre elas as perseguições aos bancários grevistas.

O Sindicato vem denunciando as práticas abusivas do Banco do Brasil, que ferem as conquistas dos bancários na última campanha nacional, e realizou, nos dias 28 e 30 de novembro, atos contra o assédio moral em duas agências na região central de Belo Horizonte. Além disso, no dia 28 de novembro, uma agência no Barro Preto, em Belo Horizonte, e uma na cidade de Mateus Leme foram paralisadas para reivindicar melhores condições de trabalho e segurança.

No dia 30 de novembro, o Sindicato denunciou, no prédio da rua Guarani, em Belo Horizonte, a truculência da gestão do senhor Alessandro Caldeira, gerente de Divisão que cancelou férias já agendadas e negou abonos solicitados por colegas que participaram da última greve.

Segundo o funcionário do Banco do Brasil e diretor do Sindicato, Helberth de Souza, a entidade continuará acompanhando a questão jurídica e cobrando do banco o fim dos abusos cometidos pela Diretoria de Pessoas (Dipes), liderada por Carlos Netto. “Os ataques aos direitos dos funcionários do BB terão resposta ágil e enérgica por parte do nosso Sindicato. Continuaremos a acompanhar a condução do caso pelo MPT e cobraremos a manutenção dos direitos históricos conquistados em 80 anos de luta”, afirmou.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

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