Tratamento igual para as denúncias de assédio moral feitas pelos sindicatos e para as que forem encaminhadas por funcionários. Essa é a reivindicação apresentada pelos representantes da categoria no grupo de trabalho bipartite que avaliou o combate ao assédio moral, em reunião na sede da Fenaban, em São Paulo, no dia 26 de junho.

No encontro, a Fenaban apresentou os dados consolidados de 2011 a 2014, quatro anos de vigência do instrumento previsto na cláusula 56ª da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). O que mais chamou atenção foi que o número de denúncias feitas pelos funcionários diretamente é cinco vezes maior do que as formuladas pelos sindicatos.

Os representantes dos bancários ressaltaram que, atualmente, os bancos respondem em cinco dias algumas denúncias feitas por seus funcionários, enquanto demoram mais de um mês para retornar as do sindicatos. Na apresentação dos números, a Fenaban não esclareceu qual é o tratamento dado a cada um dos dois canais e os trabalhadores avaliam que o objetivo dos bancos seria esvaziar os canais dos sindicatos.

Na mesa, foi cobrado que o prazo de retorno estabelecido na CCT diminua de 45 para cinco, já que o instrumento é de prevenção.

O Grupo de Trabalho volta a se reunir no dia 28 de julho, na sede da Fenaban. Os bancos se comprometeram a repassar, nesta próxima reunião, os dados consolidados do primeiro semestre de 2015.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

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