O emprego foi a pauta principal da reunião, por videoconferência, entre os bancários do Itaú e a direção do banco, nesta quinta-feira, 10 de setembro. O tema já estava programado para ser debatido neste encontro. Apesar de o banco ter anunciado em reunião realizada na tarde desta quinta-feira (10), que os funcionários receberão o pagamento do Programa Complementar de Resultados (PCR) e da Participação nos Lucros e/ou Resultados (PLR) no próximo dia 21 e o abono salarial no dia 25,  o tema emprego ganhou importância com as dezenas de demissões de bancários em todo o Brasil. As demissões foram realizadas nesta manhã já que o banco descumpriu o acordo de não demissão durante a pandemia e desligou dezenas de trabalhadores nesta quinta-feira, 10 de setembro.

Até por isso, a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú começou a reunião reivindicando a suspenção das demissões. De acordo com denúncias, alguns avisos de desligamentos foram feitos por aplicativos.

“É um absurdo em meio à pandemia que estamos vivendo, as demissões mostram o desrespeito do banco com os trabalhadores, que estão se esforçando tanto num momento como este. Alguns deles foram demitidos por telefone, na frente da sua família, ignorando todo o serviço que prestaram”, declarou Jair Alves, coordenador da COE Itaú. “O banco está descumprindo o que anunciou em março”, completou Jair ao se referir ao comunicado do Itaú de que suspenderia as demissões durante a pandemia de coronavírus.

De acordo com o banco, as demissões aconteceram por mudanças no modelo de negócios de alguns processos internos, definidas em 2019 e que não foram implementadas anteriormente por conta da pandemia do coronavírus (Covid-19).

Para a diretora do Sindicato Valdenia Ferreira que na reunião representou a Fetrafi-MG/CUT como titular da Comissão de Organização dos Empregados do Itaú (COE Itaú), mesmo num momento tão difícil, o banco continua lucrando milhões, por isso, nada justifica essas demissões e principalmente a falta de respeito com os funcionários. “Repudiamos completamente essa atitude do banco e solicitamos que esse processo seja revisto e revertido”, ressaltou.

Saúde

Durante a reunião, o GT de saúde propôs um calendário de discussões com o Banco sobre saúde e condições de trabalho. “O objetivo é  resgatar a proposta de parcelamento de afastamento já construída  com o banco, principalmente neste momento em que o INSS não está realizando perícias presenciais e a análise das perícias ficarão para pós-pandemia” afirmou Luciana Duarte, diretora de Saúde do Sindicato e coordenadora do GT.

Banco de horas

A reunião continuou com o objetivo de definir um calendário para debater a pauta de negociações. Foi quando o Itaú apresentou os números do banco de horas, acordado durante a pandemia, do fechamento de agências e do turnover no banco.

Depois da apresentação, os bancários encerraram as negociações em repúdio às demissões. A próxima reunião ficou marcada para a terça-feira dia 15 de setembro.

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT.

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