Representantes dos trabalhadores bancários de todo o Brasil assinaram com a Fenaban nesta terça-feira, 3, em São Paulo, a 24ª Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), resultado de 21 dias de paralisação que garantiu reposição da inflação e aumento real. Ainda nesta tarde, foram assinados os acordos aditivos específicos com a CAIXA, com o Banco do Brasil, com o Itaú e com o HSBC.

A categoria garantiu reajuste de 10% para salários, piso, PLR, verbas, e de 14% nos vales refeição, alimentação e na 13ª cesta. A assinatura foi realizada no hotel Maksoud Plaza, em São Paulo.

A forte mobilização, totalizando 21 dias em greve, conseguiu dobrar os banqueiros que queriam impor perdas aos bancários. A Campanha 2015 também garantiu a assinatura de um termo de entendimento entre os seis maiores bancos e o movimento sindical bancário para tratar das condições de trabalho nos bancos, na gestão das instituições de modo a reduzir as causas de adoecimento. As comissões de empresa acompanharão o processo para garantir a melhoria das condições de trabalho.

A negociação garantiu ainda que não haverá desconto dos dias parados, com anistia de 63% dos dias parados para quem faz jornada de seis horas e de 72% dos dias para quem faz oito horas. A compensação, seja para quem fez os 14 dias úteis de greve ou menos, será de, no máximo, uma hora por dia, entre 4 de novembro e 15 de dezembro.

“Bancárias e bancários de BH e região mostraram muita determinação para defender os direitos dos trabalhadores. Fizemos uma das maiores greves da história da categoria, que mais uma vez provou sua força e sua capacidade de organização. Com nossa mobilização, conquistamos ganho real e derrubamos a intenção dos bancos de descontar os dias parados. Continuaremos em luta contra a ganância dos banqueiros, em defesa dos empregos e da contratação de mais trabalhadores”, afirmou a presidenta do Sindicato, Eliana Brasil.

Bancos públicos

No caso do Banco do Brasil, foram assegurados avanços no que se refere à isonomia dos egressos de bancos incorporados (como a antiga Nossa Caixa), para atendentes do Serviço de Apoio ao Cliente (SAC) e da Central de Atendimento (CABB), além da manutenção da distribuição semestral da PLR.

Já os empregados da CAIXA conseguiram barrar a implantação da terceira etapa do plano Gestão de Desempenho Pessoal (GDP) e mantiveram a promoção por mérito e a PLR Social.

Itaú

Também foi renovado acordo referente à bolsa de estudos e ao Programa Complementar de Remuneração (PCR) do Itaú, que prevê pagamento de R$ 2.285 sem desconto na PLR da categoria.

HSBC

Na ocasião, foi concretizado o acordo sobre a gratificação de R$ 3 mil aos funcionários do HSBC.

Conquistas dos bancários na Campanha 2015

Reajuste: 10%.

Pisos: Reajuste de 10%.

– Piso de portaria após 90 dias: R$ 1.377,62
– Piso de escriturário após 90 dias: R$ 1.976,10
– Piso de caixa após 90 dias: R$ 2.669,45 (que inclui R$ 470,75 de gratificação de caixa e R$ 222,60 de outras verbas de caixa).

PLR regra básica: 90% do salário mais valor fixo de R$ 2.021,79, limitado a R$10.845,92. Se o total apurado ficar abaixo de 5% do lucro líquido, será utilizado multiplicador até atingir esse percentual ou 2,2 salários (o que ocorrer primeiro), limitado a R$ 23.861,00.

PLR parcela adicional: 2,2% do lucro líquido distribuídos linearmente, limitado a R$ 4.043,58.

Antecipação da PLR até 10 dias após assinatura da Convenção Coletiva: na regra básica, 54 % do salário mais fixo de R$ 1.213,07 limitado a R$ 6.507,55. Da parcela adicional, 2,2 % do lucro líquido do primeiro semestre, limitado a R$2.021,79.  O pagamento do restante será feito até 01 de março de 2016.

Auxílio-refeição: de R$ 26 para R$29,64 por dia.

Cesta-alimentação: de R$ 431,16 para R$ 491,52

13ª cesta-alimentação: de R$431,16 para R$491,52

Auxílio-creche/babá: de R$ 358,82 para R$ 394,70 (para filhos até 71 meses). E de R$ 306,96 para R$ 337,66 (para filhos até 83 meses).

Requalificação profissional: de R$ 1.227,00 para R$1.349,70

Saúde  A Fenaban apresentou um termo de entendimento a ser assinado entre os cinco maiores bancos e o movimento sindical para tratar de ajustes na gestão de pessoas das instituições para prevenir os riscos de conflitos no ambiente de trabalho.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

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