Representantes dos empregados da CAIXA enviaram, nesta segunda-feira, 13, um oficio à direção do banco para pedir esclarecimentos sobre a determinação de jornada extraordinária e abertura das agências duas horas antes do funcionamento regular para o pagamento das contas inativas do FGTS.

A Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) cobra informações sobre as agências que estão funcionando em período extraordinário e, principalmente, a lista dos empregados abrangidos pela respectiva jornada extraordinária.

A CAIXA determinou a abertura de agências e convocou empregados para prestar duas horas extras diárias sem informar aos empregados como irá efetuar o pagamento.

A CEE já recebeu denúncias, desde a última sexta-feira, 10, de extrapolação da jornada de trabalho além das duas horas, o que é vedado pelo art. 59 da CLT. O excesso ilegal da jornada diária é destacado nas situações dos empregados abrirem e fecharem a agência. Os trabalhadores reivindicam o pagamento integral das horas extras (100% das horas extras) e seus reflexos, sem qualquer tipo de compensação, para todos os empregados.

Para os representantes dos trabalhadores, a questão é mais grave que o simples pagamento destas horas, já que os gerentes-gerais não têm direito a hora extra e os tesoureiros têm que abrir e fechar as agências, o que estende muito a jornada. Além disso, a mudança ocorre justamente no momento em que o Programa de Desligamento Voluntário (PDVE) diminui o número de empregados nas unidades de trabalho, piorando a sobrecarga.

Denúncia MPT

A Contraf-CUT denunciou, no último dia 16 de fevereiro, a coação dos empregados, por parte dos gestores, para o trabalho aos sábados, que é um dos dias de descanso semanal remunerado. Nesta segunda-feira, 13, foi apresentado um complemento ao processo com a denúncia de extrapolação da jornada de trabalho em um período superior ao previsto em lei, o que caracteriza a jornada extenuante.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

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