A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) entrou em contato com a CAIXA, nesta terça-feira, 3, reivindicando uma reunião para esclarecer e debater sobre informações de uma possível reestruturação do banco, com poder para afetar as condições de trabalho dos empregados do banco.

“O compromisso acordado é de haver reuniões a cada dois meses e a última foi realizada em outubro. Além disso, consta em nosso acordo coletivo que, em caso de reorganização da rede, é preciso haver reunião com a representação dos empregados”, afirmou o coordenador das Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Dionísio Reis.

Sem ao menos informar os representantes dos empregados, houve reunião da Vidan (Vice-presidência de Distribuição, Atendimento e Negócios) para debater uma restruturação da rede de varejo na CAIXA, com realocação das carteiras de clientes, a criação de um novo cargo de gerente e a extinção do de tesoureiro. Segundo informações apuradas, quem ocupa o cargo que será extinto terá que concorrer às vagas de gerente que forem criadas. Caso não consigam uma vaga, perderão o cargo e a comissão.

Em contato por telefone, a direção do banco não confirmou as mudanças, alegando que se tratava apenas de um teste para ver a opinião dos empregados e que nenhuma alteração foi votada ainda. O banco também se negou a cumprir a agenda de reuniões bimestrais, pedindo que a reunião fosse marcada apenas para o dia 15 de janeiro de 2020.

“A direção do banco optou por desmontar, em junho de 2016, a carreira de caixa, criando o caixa minuto e na prática tem parado de efetivar tesoureiros. Isso, além de prejudicar os empregados, prejudicou a população que sofre com os efeitos decorrentes da sobrecarga de trabalho e da consequente perda de qualidade do atendimento. A população precisa, por vezes, utilizar os serviços dos correspondentes bancários”, ressaltou Dionísio.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

 

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