Foto: Fenae

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Nesta terça-feira, 6, durante a terceira reunião do Grupo de Trabalho (GT) sobre Descomissionamento, realizada em Brasília, representantes dos empregados voltaram a cobrar da CAIXA o fim imediato do descomissionamento arbitrário. Os bancários deixaram claro, mais uma vez, que a versão 33 do RH 184 é resultado do poder discricionário das chefias na retirada da função, o que vem causando profundo descontentamento entre os trabalhadores. Esse GT, instalado em 24 de novembro, é uma conquista da Campanha Nacional dos Bancários 2016.

Na reunião, com o propósito de embasar os debates, os representantes dos empregados apresentaram à CAIXA um documento com propostas formuladas a partir de ampla consulta feita aos trabalhadores. No preâmbulo do texto, a representação nacional dos empregados afirma que “a construção da Caixa está diretamente vinculada à entrega diária de seus empregados, que traçam sua trajetória de trabalho dentro da empresa pública, com dedicação e aperfeiçoamento contínuo”. Essa perspectiva, segundo o documento, não pode e não deve ser interrompida abruptamente por um instrumento precário, que retrata muitas vezes um momento desvinculado da história laboral do empregado.

Ainda durante a reunião, os representantes dos empregados reafirmaram a defesa da Caixa 100% pública como principal bandeira de luta e resistência na conjuntura que vigora atualmente no Brasil. É com base nesse parâmetro que o descomissionamento feito a partir do julgamento unilateral das chefias está sendo contestado. Esse procedimento, aliás, é classificado como extremamente subjetivo e não leva em conta a história do trabalhador dentro da CAIXA.

A exemplo do que ocorreu nas duas reuniões anteriores, a posição da CAIXA limitou-se a valorizar a forma de descomissionamento motivada pelo preenchimento do MO 21182 (modelo de formulário) pela chefia, com o que não concorda a representação dos empregados. Os bancários reiteraram que é absurdo o fato de um banco do tamanho e relevância da CAIXA deixar como prerrogativa de um único indivíduo a carreira de diversos empregados. Para os trabalhadores, é imprescindível que esse processo seja aprimorado.

O banco ficou de analisar as propostas e contribuições formuladas com base em ampla consulta aos empregados. Uma nova reunião foi agendada para o próximo dia 19, em Brasília. Caberá a esse encontro a elaboração de uma proposta final do GT, a ser posteriormente debatida em mesas de negociações permanentes.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT e Fenae

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