Nesta quarta-feira, 28, no Edifício Matriz II em Brasília (DF), representantes dos empregados e a CAIXA retomam a reunião do GT Saúde do Trabalhador, previsto no acordo aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho. Entre as pautas, será retomada, por exemplo, a discussão referente à emissão de Comunicado de Acidente de Trabalho (CAT) em casos de assalto, conforme prevê o parágrafo 2º da cláusula 29ª do aditivo ao ACT 2014/2015.

Os representantes dos empregados também vão cobrar uma definição sobre a nova redação do trecho da RH 052 que trata de procedimentos em caso de afastamento concedido pelo INSS com base no Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário (NTEP). O texto atual diz que o médico deve contestar o NTEP. A representação nacional dos trabalhadores reivindica que sejam verificadas as condições no ambiente de trabalho para constar a existência ou não de fatores de risco. Em caso afirmativo, a CAIXA fica obrigada por lei a tomar providências para eliminar ou pelo menos neutralizar esses fatores.

Existe ainda o compromisso da CAIXA de viabilizar a realização de uma oficina sobre política de investigação dos casos de saúde mental, que deveria ter ocorrido no ano passado. A ideia da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) é debater o tema com especialistas, a fim de adotar medidas que previnam suicídios nos locais de trabalho. Estudos comprovam que a pressão no ambiente de trabalho gera sofrimento mental que pode culminar em atitudes desesperadas, o que vem ocorrendo no âmbito do banco.

Dois outros itens da pauta são a participação de representante da Geret na discussão da RH 101 e a conclusão dos debates sobre curso de Comissão Interna de Prevenção de Acidente (Cipa) EAD.

A CEE/Caixa reivindica que o banco a discuta esses temas no GT Saúde do Trabalhador com a seriedade necessária. Isto é visto como fundamental para possibilitar o aumento da confiança e da transparência no processo de diálogo entre os representantes dos empregados e do banco.

GT Saúde Caixa

Na quinta-feira, 29, também no Edifício Matriz II, em Brasília, ocorre a retomada da reunião do GT Saúde Caixa. O objetivo do encontro é prosseguir com o debate sobre a proposta de utilização do superávit do Saúde Caixa. A negociação sobre o tema representa uma das mais importantes conquistas da Campanha Nacional 2014 e da mesa permanente, graças à mobilização e luta do movimento nacional dos empregados.

Até agora, o banco não cumpriu com o que prevê o aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho 2014/2015, que definiu a data de 15 de dezembro de 2014 como prazo-limite para a conclusão de uma proposta de metodologia de uso do superávit no âmbito do GT, instância formada por representantes da empresa e dos trabalhadores.

Após a assinatura do ACT, foram realizadas duas reuniões no ano passado ? nos dias 30 de outubro e 24 de novembro – mas não houve avanços nas discussões porque os números apresentados pela CAIXA foram insuficientes. Nos dois encontros, inclusive, o clima foi de tensão, já que o gestor do plano, Emerson Martins Garcia, teve um entendimento equivocado a respeito do que foi acordado na campanha salarial do ano passado.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Fenae Net

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