A Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) realizaram, nesta segunda-feira, 8 de fevereiro, a primeira audiência com o Ministério Público do Trabalho sobre a perseguição aos empregados que está acontecendo na CAIXA por todo o país, por meio da reestruturação imposta pela gestão do banco. Participaram da reunião o vice-presidente da Fenae, Marcos Saraiva, e a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), Fabiana Uehara Proscholdt, além de três representantes da CAIXA.

No encontro com o procurador do trabalho, os representantes dos empregados informaram sobre as mudanças injustificadas que vêm sendo impostas pela gestão do banco, sem planejamento. A coordenadora da CEE, explicou que as perseguições estavam sendo feitas no país todo. “Falamos sobre algumas denúncias de perseguições que recebemos de empregados. São medidas discriminatórias que vêm sendo tomadas na questão da realocação dos trabalhadores incorporados e aposentados ou próximo à aposentadoria”, destacou.

Fabiana ressaltou que os representantes dos empregados reconhecem a necessidade do reforço para as agências, mas é preciso dialogar com os trabalhadores e dar transparência às ações. “A CAIXA precisa respeitar os empregados e informar as mudanças para todos que serão atingidos. Além disso, nós temos um Acordo Coletivo que prevê a negociação com os trabalhadores antes de mudanças como essas. E não fomos informados sobre isso”, avaliou.

A CAIXA afirmou que não estava havendo reestruturação e afirmou que foi uma medida para reforçar algumas áreas em decorrência da pandemia da Covid-19. O procurador do trabalho deu um prazo de 30 dias par que a CAIXA apresente as informações solicitadas para então definir os desdobramentos.

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com a Fenae

 

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