Na primeira rodada da mesa específica com a CAIXA, no dia 13 de julho, em São Paulo, os empregados conquistaram um calendário de negociações que acompanha as reuniões da Fenaban. A CAIXA, porém, não assinou o pré-acordo que garantiria a validade do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) após a data-base da categoria (ultratividade).

A presidenta do Sindicato, Eliana Brasil, participou da mesa como representante de Minas Gerais na Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa).

De acordo com o calendário, os próximos encontros ocorrerão nos dias 20 e 26 de julho em Brasília. No dia 20, a pauta será CAIXA 100% Pública e “nenhum direito a menos”. Já em 26 de julho, serão debatidos Saúde Caixa e Funcef.

A direção da CAIXA ressaltou que os acordos específicos, antes de serem assinados, devem passar pela aprovação do Conselho de Administração (CA) do banco. Apesar de sempre ter havido a necessidade de consulta aos órgãos controladores, as entidades representativas dos trabalhadores receiam que interesses privados possam prejudicar os empregados no atual cenário de desmonte.

“Iniciamos o processo de negociação com a CAIXA e foi importante asseguramos um calendário para as próximas mesas. Apesar de não ter aceitado assinar o pré-acordo, o banco se mostrou disposto a negociar. Por isso, temos que seguir mobilizados para garantir todas as nossas conquistas e também para lutar contra o desmonte do banco promovido pelo governo Temer. Queremos a CAIXA 100% pública e nenhum direito a menos”, afirmou Eliana Brasil.

Saúde e Condições de Trabalho

A CEE/Caixa apresentou ao banco as reivindicações específicas dos empregados em relação a Saúde e Condições de Trabalho. Os pontos são resultado das resoluções do 34º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Econômica Federal (Conecef), realizado nos dias 7 e 8 de junho.

Os representantes dos empregados cobraram a revogação da versão 41 do RH 184, o fim da Gestão de Desempenho de Pessoas (GDP) e do descomissionamento arbitrário e, especificamente, do descomissionamento de gestantes. O banco se comprometeu a avaliar as questões.

Os trabalhadores também cobraram o fim do processo de verticalização que, além de descomissionar arbitrariamente muitos empregados, prejudica o próprio banco. Com as mudanças, a CAIXA tem reduzido sua atuação em áreas em que sempre foi referência, passando a concorrer com bancos privados em áreas dominadas por eles. Isto resulta na redução das operações e da participação no mercado.

Os trabalhadores reivindicaram também o fim das discriminações e mais transparência nos processos seletivos internos (PSI). A CAIXA anunciou uma nova sistemática, sobre a qual apresentará mais detalhes nas próximas mesas.

Sobre a criação de unidades estatuais de Saúde do Trabalhador, por Gipes ou Repes, com a participação dos trabalhadores, o banco anunciou que todos as unidades da federação têm pelo menos um empregado responsável pelo tema. Os trabalhadores reclamaram que isto não é suficiente.

Já para o fortalecimento dos Fóruns Regionais de Condições de Trabalho, a direção da CAIXA alegou que o processo está em andamento.

Os empregados protestaram ainda em relação à demora do banco para disponibilizar o incentivo à escolaridade em 2018. A CAIXA informou que as bolsas para pós já estão disponíveis e que as bolsas para línguas e graduação devem estar disponíveis até o final de agosto.

Antes de encerrar a rodada de negociação, os empregados entregaram um ofício para reiterar a cobrança de mais transparência de Saúde Caixa, com a disponibilização de dados que permitam às entidades entender mais profundamente o plano de saúde.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

 

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