Os representantes  dos Empregados da Caixa entregaram nesta sexta-feira, dia 28 de novembro, durante a mesa de negociação permanente com a CAIXA, uma Nota de Repúdio aos representantes do banco  em que condenam o tratamento que a CAIXA tem dado ao GT Saúde Caixa e ao Conselho de Usuários.

 

No texto, entre outros pontos, representantes dos empregados cobram agilidade e transparência na divulgação dos dados relativos ao superávit do plano de saúde.

 

No acordo aditivo da CAIXA à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2014/2015, ficou definido que até o dia 15 de dezembro deste ano seria debatido, no GT Saúde, instância formada por representantes dos trabalhadores e da empresa, uma proposta de metodologia de utilização do superávit.

 

Após a assinatura do ACT, foram realizadas duas reuniões nos dias 4 e 24 de novembro, mas não houve avanços na discussões, porque os números apresentados pela CAIXA foram insuficientes. No dia 4, inclusive, o clima foi de tensão, já que o gestor do plano, Emerson Martins Garcia, teve um entendimento equivocado a respeito do que foi acordado na Campanha Nacional 2014.

 

A reivindicação dos empregados é para que todos os dados relativos a receitas e despesas do Saúde Caixa, desde a época em que o plano foi criado, em junho de 2004, sejam apresentados mês a mês. O pedido foi feito na reunião do dia 24, mas a CAIXA afirmou que não os disponibilizou porque são valores contábeis, posição que foi contestada pelos representantes dos trabalhadores no Grupo de Trabalho.

 

 

Reestruturação da Gipso

Durante a reunião, a CEE/Caixa cobrou mais uma vez esclarecimentos sobre a reestruturação da Gerência de Programas Sociais (Gipso). Os interlocutores do banco admitiram, pela primeira vez, que o processo está em curso e que deve ser concluído até o final de janeiro de 2015.

Os dirigentes sindicais relataram que empregados têm se queixado que não estão conseguindo realocação nas unidades ou filiais. A CAIXA alegou que o problema não procede e que será assegurada ao trabalhador a permanência no município em que está lotado, exceto quando a transferência for solicitada pelo próprio empregado.

A CEE/Caixa defende o respeito aos direitos dos trabalhadores e que não haja redução de salários dos empregados da Gipso. Os representantes dos empregados lembraram que, desde maio, tem sido cobrado na mesa informações sobre a reestruturação da Gerência, mas o banco alega não ter informação sobre mudanças. A presidenta do Sindicato, Eliana Brasil lembrou que em várias reuniões com representantes da CAIXA foram feitas denúncias sobre o assedio moral que tem sido recorrente em alguns departamentos e agências da CAIXA na base de BH e Região.

Ajuda de custo e ressarcimento para supervisor de canais

A CAIXA informou que tem um contrato de veículos por Superintendência Regional e que estuda a otimização do mesmo, a fim de resolver o problema.

Para atender as demandas de suas atividades, os supervisores têm arcado com despesas, principalmente de transporte. Em alguns casos, os gastos chegam a ser superiores aos valores da função que ocupam.

Migração de dados nos dias 15 e 16

Os dirigentes sindicais reivindicaram da CAIXA  o pagamento integral de horas extras para os trabalhadores das agências que foram convocados para trabalhar nos últimos dias 15  (sábado) e 16 (domingo) de novembro por conta de testes na migração do sistema.

Os representantes do banco alegaram que não tinham conhecimento dessa convocação e prometeram verificar a reivindicação.

Sipon

A CAIXA informou que, quando um gerente é destacado para um projeto especial, ele carrega a sua condição. Se estiver previsto o registro de Sipon, ele deve ser realizado normalmente.

A CEE/Caixa reafirmou a reivindicação de Sipon para todos os empregados.

Promoção por mérito

Foi acordado que a comissão paritária que irá definir os critérios da sistemática de 2015 fará duas reuniões na segunda quinzena de janeiro e outras duas na primeira quinzena de fevereiro.

Os nomes dos representantes dos empregados serão indicados pela CEE/Caixa até o dia 19 de dezembro.

Incorporação do REB

A CAIXA informou que a proposta de metodologia para incorporação do REB ao Novo Plano da Funcef está no Dest (Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais). Só depois de analisada nesta instância é que seguirá para a apreciação do Conselho Diretor do banco. Não há previsão se a matéria entrará em pauta ainda este ano.

Vale-transporte

A Contraf-CUT denunciou que empregados de alguns municípios do interior do Ceará, da Paraíba e do Piauí estão sem receber vale-transporte. O banco se comprometeu a apurar o que está ocorrendo.

Estudo de PCS

Questionada pela CEE-Caixa, a Caixa negou que tenha contratado uma empresa para analisar o Plano de Cargos e Salários (PCS).

Pesquisa

A CAIXA confirmou que fez pesquisa para a avaliação da campanha salarial desse ano. As entidades solicitaram informações sobre o resultado.

PAA

Também indagada pela CEE/Caixa, a CAIXA não confirmou as informações veiculadas pelo presidente Jorge Hereda de que haverá Plano de Apoio à Aposentadoria (PAA) no início de 2015.

Novo coordenador de negociação da CAIXA

A CAIXA apresentou um novo coordenador para a mesa permanente de negociação. Trata-se de Marcos Pereira, que está na empresa há 25 anos e já participou da instância. Ele disse que espera manter o diálogo com as representações dos trabalhadores e continuar construindo reuniões mais produtivas.

Esclarecimentos da Funcef

Antes da negociação os representantes dos empregados realizaram uma reunião  preparativa  para os debates com a CAIXA, na sede da Fenae. O encontro contou com a participação do diretor de Benefícios da Funcef, Maurício Marcellini Pereira, que falou sobre os resultados e a política de investimentos da Fundação.

Maurício criticou a veiculação de informações distorcidas que têm gerado um clima de insegurança entre os participantes do fundo de pensão.

O diretor se prontificou a participar de encontros promovidos por entidades representativas dos empregados da CAIXA  para prestar esclarecimentos sobre a Funcef. Na ocasião, as entidades cobraram uma posição mais proativa da Fundação na comunicação com os participantes.

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT e Fenae

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