O Sindicato, juntamente com a Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa) se reúne com a direção da CAIXA nesta quinta-feira 26, em Brasília. Dentre os pontos da pauta, a representação dos bancários vai cobrar mais contratações; reversão dos descontos e reflexos na carreira dos empregados que aderiram a paralisação de 15 de março e as greves gerais dos dias 28 de abril e 30 de junho; e o não fechamento de agências, em especial as que atendem a população mais pobre, localizadas nas periferias, onde bancos privados não tem o interesse de atuar. A presidenta do Sindicato, Eliana Brasil, estará presente na reunião.

Na mesa permanente de negociação os representantes dos bancários irão defender os direitos dos empregados e a Caixa 100% pública. Em relação aos descontos e reflexos na carreira dos bancários que aderiram a paralisação e as greves gerais, apesar de a direção do banco ter afirmado mais de uma vez estar dispostas a negociar, os empregados continuam com faltas injustificadas, com descontos e reflexos na carreira.

“Mais uma vez vamos marcar nossa posição contrária a essa reestruturação absurda, que na verdade não passa de um desmonte que pretende acabar com a Caixa 100% pública e entregar um patrimônio do povo brasileiro, fundamental para o desenvolvimento do país, ao sistema financeiro privado. Também reivindicamos que a Caixa recue em relação ao fechamento de agências”, ressalta o coordenador da CEE/Caixa, Dionísio Reis.
Na pauta da reunião, são destaques também as seguintes reivindicações: contratações de mais empregados para repor o quadro desfalcado pelo PDVE, além da contratação de PCDs para se adequar à lei, conforme decisão judicial, e de profissionais como, por exemplo, advogados e engenheiros; cobrança sobre o contencioso da Funcef; números de descomissionamentos, em especial os por motivo 8 (critério de gestão), critério subjetivo que fere o negociado com o movimento sindical; e esclarecimentos sobre a alteração unilateral das regras de promoções por mérito.
Confira a pauta completa da mesa permanente de negociação com a CAIXA desta quinta-feira 26:

– Pela manutenção do adicional de insalubridade para os avaliadores de penhor
– Pelo ressarcimento dos dias de greve 28/04 e 30/06 e da paralisação do dia 15/03
– Revogação do RH037
– Números nacionais do PDVE
– Pelo fim do descomissionamento arbitrário e garantia da incorporação
– Condições de trabalho de supervisores de canais (gerentes de canais)
– Contencioso Funcef
– Mais empregados já!
– Processo seletivo (discriminação)
– Promoção por mérito
– Abertura imediata de negociação contra o fechamento de agências
– Restabelecimento do Vale Cultura
– Atendimento do Saúde Caixa
– Recebimento de porte para gerente de atendimento

Reversão do retrocesso trabalhista – Também na mesa de negociação permanente desta quinta 26, a CEE/Caixa entregará à direção do banco proposta de Termo de Compromisso para resguardar os direitos dos empregados, previstos na Convenção Coletiva de Trabalho e Acordo Aditivo da CAIXA, diante da reforma trabalhista de Temer que começa a valer em 11 de novembro.

Com o acordo de dois anos, fruto da Campanha Nacional 2016, os empregados da Caixa têm direitos resguardados até 31 de agosto de 2018. “Não aceitaremos desrespeito e queremos deixar isso ainda mais acertado no termo de compromisso”, destaca Dionísio, ressaltando as várias ameaças em consequência da reforma trabalhista como o trabalho temporário, o intermitente, a contratação de autônomos (PJ) e terceirizados, a responsabilização dos empregados em caso de teletrabalho, o risco de perda de direitos diante do enfraquecimento da relação com os sindicatos.

 

Confira a íntegra da proposta de termo de compromisso da Caixa:

Termo de Compromisso

CAIXA ECONÔMICA FEDERAL

CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS TRABALHADORES DO RAMO FINANCEIRO CONTRAF

As partes ajustam entre si:

1º. Todas as negociações dos bancários serão feitas exclusivamente com os sindicatos.
2º. O Acordo Coletivo de Trabalho é válido e aplicável a todos os empregados da Caixa Econômica Federal, independente de faixa de escolaridade e de salário em que se enquadram.
3º. A CAIXA não contratará trabalhadores terceirizados em atividades fim, bem como não empregará por intermédio de contratos de autônomos, intermitentes, temporários, a tempo parcial e 12×36, assim resguardando pelo cumprimento do artigo 37, II da Constituição Federal e do artigo 224 da CLT.
4º. Todas as homologações de desligamentos serão feitas nos sindicatos, reiterando a cláusula quadragésima primeira do Acordo Coletivo de Trabalho.
5º. Todos os trabalhadores que prestam serviço em favor da cadeia de valores, em que integrante a Caixa Econômica Federal, são representados pelos sindicatos de bancários.
6º. O empregador é responsável pelas condições de saúde e segurança no ambiente de trabalho, seja ele interno ou externo.
7º. A jornada de trabalho, pausas e intervalos são consideradas como norma de saúde, higiene e segurança do trabalho.
8º. Os dirigentes sindicais terão livre acesso a todos os locais de trabalho.
9º. Todas as cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho estarão asseguradas após a data base e permanecerão as suas vigências até a celebração de nova acordo coletivo.
10º. A Caixa Econômica Federal respeitará e garantirá a aplicação das normas internas, RH 151 e RH 184, quanto as hipóteses de incorporações da gratificação de função quando do descomissionamento da função, preservando os direitos adquiridos.
11. A PLR não será parcelada em mais de duas vezes.
12. Não será feita rescisão de contrato de trabalho de comum acordo no formato previsto na lei 13.467/2017.
13. Não haverá compensação de banco de horas, sem negociação coletiva.
14. A Caixa Econômica Federal respeitará e exigirá o cumprimento os intervalos de repouso e de alimentação, de quinze minutos e mínimo de uma hora, respectivamente, para aos jornadas de até seis e acima de seis horas.
15. As férias anuais não serão parceladas em mais de duas vezes.
16. Não será utilizado o artigo 223 e incisos da Lei 13.467/2017 que limita a liberdade de expressão dos sindicatos e dos trabalhadores.
17. O salário não será pago em prêmios ou por produtividade.
18. Não farão a quitação anual de passivos na forma prevista na lei 13.467/2017.
19. Não será constituída comissão de representantes de empregados não vinculadas ao sindicato, haja vista a previsão em Acordo Coletivo de Trabalho dos delegados sindicais.

 

CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS TRABALHADORES DO RAMO FINANCEIRO CONTRAF

COMISSÃO EXECUTIVA DE EMPREGADOS DA CAIXA ECONÔMICA FEDERAL

 

Fontes: Sindicato dos Bancários de BH e Região, com Contraf-CUT, Fenae e Sp Bancários

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