Em nova reunião realizada no dia 18 de maio, os representantes dos funcionários do Itaú exigiram do banco e dos representantes da Fasbemge, a proposta que eles ficaram de apresentar durante a reunião realizada no dia 24 de abril com o objetivo de minimizar os impactos causados pelas mudanças nas contribuições do Plano 002 da Fundação Itaú Banco.


Os representantes do banco e da Fundação continuam alegando que o grande gerador do deficit da Fasbemge é o valor alto para cobrir os custos das ações judiciais por parte dos participantes. Outro fator determinante, segundo eles, é o índice negativo (-2,13%) que a rentabilidade da carteira de investimentos teve no ano de 2011. Hoje, o plano apresenta um deficit acumulado de R$ 80 milhões.
 

Os  representantes do banco alegam ainda que “estudadas várias alternativas para elaboração de uma proposta”, todavia a fundação e o banco não apresentaram nenhuma, alegando que as “expectativas do mercado financeiro são ainda incertas e cautelares, o que causa impacto direto no plano” .
 
Os representantes dos bancários reafirmaram os grandes problemas que os participantes, tanto da ativa, como aposentados e autopatrocinados vêm enfrentando para arcar com o aumento das contribuições. Lembraram que os problemas podem se agravar ainda mais caso os participantes decidam abandonar o plano, uma vez que arcar com as novas contribuições está praticamente inviável.
 
Os representantes dos trabalhadores apresentaram uma proposta à fundação e ao banco formatada da seguinte forma: pelo fato de a Lei da Previdência Complementar não permitir que sejam concedidos descontos nas contribuições caso o plano apresente déficits, as contribuições permanecerão sem desconto, mas o participante arcará com 50% de seu valor e o banco arcará com os outros 50%. Por exemplo, se o  participante paga R$ 10,00 mensais de contribuição, o banco contribui com R$ 20,00. Com o fim dos descontos, o mesmo participante passa a pagar R$ 100,00 e o banco R$ 200,00. Com a proposta apresentada o participante pagará R$ 50,00 e o banco R$ 250,00. Essa proposta irá vigorar até o final do ano de 2013, quando então seria realizada uma nova reunião com os representantes dos bancários, a fundação e o banco, para reavaliação do plano.
 
A fundação e o banco, garantiram mais uma vez que avaliarão a proposta apresentada e marcarão uma nova reunião com os representantes dos bancários, o mais rápido possível. Foi também apresentada proposta de realização de um Seminário sobre conscientização a respeito da Gestão dos Planos de Previdência Complementar que ainda será definida uma data para sua realização.
 
Os funcionários foram representados pelos bancários Ramon Peres (SEEB-BH COE Itaú Unibanco), Cléber Wolbert (SEEB-BH Coe Itaú Unibanco), Messias Caetano (SEEB-BH Diretor de Aposentados) e Mauri Sérgio (diretor executivo Contraf-CUT).
 
Representaram o banco e a Fasbemge,  Arnaldo Serighelli (Superintendente de Previdência Complementar),  Reginaldo Camilo (Diretor de Controladoria); Arthur Pinheiro (Gestor de Investimentos e Recursos da Fundação); Marco Aurélio (Superintendente de Relações Sindicais) e Romualdo Garbos (Gerencia Geral de Relações Sindicais).

 

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