O programa de Ação Gerencial Itaú de Resultados (Agir) para os bancários do setor operacional foi o tema central da reunião realizada nesta quarta-feira, 15, entre representantes dos funcionários do Itaú e a direção do Itaú. A mesa foi realizada na sede do Itaú em São Paulo e o Sindicato esteve presente, representado pela funcionária do banco e diretora Marilene Gualberto.

No início do encontro, o Itaú fez uma apresentação dos resultados do plano de metas do banco, controlado por atribuição de pontuação individual de cada funcionário. Os representantes dos funcionários apontaram a necessidade de mudanças dentro do programa, denunciando casos em que as metas são exageradas ou mesmo alteradas durante o mês.

Além disso, os trabalhadores apontaram as férias e os afastamentos por licenças médicas como problemas na apuração das metas. Há casos em que funcionários são obrigados a tirar férias de apenas 20 dias e a cumprir metas de um mês em apenas dez dias. No caso dos afastamentos é ainda pior, com trabalhadores que podem ter que cumprir metas de seis meses, por exemplo, em apenas um.

Para os representantes dos funcionários, há ainda um grave problema de gestão, com muitos responsáveis pela aplicação do Agir sem preparo e sem conseguir motivar os trabalhadores.

Na mesa, o Itaú apresentou as modificações feitas no Agir, desde seu início, baseadas nas críticas e sugestões dos trabalhadores. As entidades representativas irão analisar o tema e apresentar novas sugestões de mudanças para o programa.

Os dirigentes sindicais também manifestaram preocupação com o grande número de demissões por justa causa ocorridas no banco nos últimos meses. Em muitos casos, motivados pelo não cumprimento de metas do Agir.

A diretora do Sindicato, Marilene Gualberto, criticou o discurso do Itaú e a falta de explicações coerente. “O Itaú afirma que a meritocracia é um dos principais pilares do banco e que busca sempre um meio de alcançar resultados sem ‘maltratar pessoas’. Porém, o banco não sabe explicar as demissões imotivadas, mesmo aquelas de funcionários com boa performance”, afirmou.

Reunião da COE

Na terça-feira, 14, os representantes dos trabalhadores se reuniram na sede da Contraf-CUT para discutir a proposta de readaptação profissional que o banco apresentou no mês passado. O movimento sindical critica o formato unilateral da proposta e pede participação. Para os representantes dos funcionários, o projeto não devia ser de readaptação, e sim de retorno ao trabalho.

Outro problema apontado é o repasse de responsabilidade do CAT para o gestor da agência sem que o mesmo tenha conhecimento técnico.

Os trabalhadores cobram do banco um programa que tenha real finalidade de adaptar o trabalho e o local de serviço às limitações e nova realidade do funcionário quanto volta do INSS. Além disso, denunciam também a pressa do banco em diagnosticar o problema do bancário, causando ainda mais problemas médicos e comprometimento à saúde.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

Compartilhe: