A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) realizou, nesta segunda-feira, 8) mais uma reunião com o Banco do Brasil, mediada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), para exigir a suspensão do descomissionamento de caixas e informações sobre o novo processo de reestruturação. Mais uma vez, o BB não apresentou informações e não se comprometeu com a suspensão do processo.

As entidades cobram que o processo seja suspenso durante as negociações e destacam que a mediação do MPT deixa claro que os funcionários querem negociar, mas o banco segue negando.

No dia 3 de fevereiro, já houve uma reunião entre as partes mediada pelo MPT e, na sexta-feira, 5, os funcionários aprovaram, em assembleias online, paralisação de 24h no dia 10 de fevereiro e decretação do Estado de Greve.

“A reestruturação prevista para ter início na quarta-feira vai afetar a vida de milhares de pessoas. Mesmo assim, dois dias antes, o banco se nega a passar informações sobre o processo. Querem pegar os trabalhadores de surpresa. Como estes vão se virar de um dia para o outro?”, criticou o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil, João Fukunaga.

Continuidade das negociações

Os representantes do banco pediram a suspensão da audiência, pois a proposta da Contraf-CUT de suspensão dos descomissionamentos de caixa, previstos para começar no dia 10 de fevereiro, demanda análise pela direção do banco.

A reunião com a mediação do MPT será retomada nesta terça-feira, 9, para se tentar buscar uma solução. “O banco põe empecilhos. A Contraf-CUT representa aproximadamente 95% dos bancários do país. Mas o banco insiste que a negociação contemple uma confederação e três sindicatos independentes sobre os quais a Contraf-CUT não tem qualquer ingerência. Não temos como garantir que as demais representações façam parte da negociação que contemple também uma outra confederação e outros três sindicatos não filiados”, destacou Gustavo Tabatinga, secretário-geral da Contraf-CUT.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

 

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