Foto: Contraf-CUT

 

Em reunião da mesa de negociações de Saúde dos funcionários do Banco do Brasil, realizada nesta segunda-feira, 16, a Comissão de Empresa dos Funcionários (CEBB) apresentou aos representantes do banco os diversos problemas que levam os bancários a ficarem sem remuneração durante o afastamento para tratamento de saúde. O Sindicato participou da mesa representado pela funcionária do BB e diretora Luciana Bagno.

Os bancários destacaram que alguns procedimentos que devem ser seguidos, nos casos de afastamento, nem sempre estão claros para os trabalhadores. Por isso, os representantes dos funcionários cobraram maior divulgação e clareza do banco para que nenhum bancário seja prejudicado.

O BB afirmou que cabe ao gestor de cada agência/departamento fazer o acompanhamento dos funcionários afastados para tratamento de saúde e que vai elaborar e disponibilizar um e-book com os procedimentos aos funcionários e às entidades de representação. Também será constituído um Grupo de Trabalho para repensar a condução destes casos de saúde.

Pessoas com restrição ao atendimento

Em resposta às reivindicações da representação dos trabalhadores, o departamento de Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT) do Banco do Brasil informou que o banco analisa, caso a caso, os problemas de restrição ao atendimento. Orientou, ainda, que as dúvidas sobre casos específicos deverão ser remetidas aos respectivos SESMTs e que estes serão orientados a receber as demandas dos sindicatos.

“Os maiores problemas ocorrem com as pessoas que já tiveram restrição ao atendimento e, agora, com a evolução de seus casos e as novas normas do INSS, não têm mais restrição. Se elas precisarem ser alocadas em funções de atendimento, antes precisam passar por uma adaptação”, reivindicou Luciana Bagno, diretora do Sindicato, ressaltando que a preferência destas pessoas costuma ser por continuar a trabalhar nos departamentos.

PAQ e SACR

Apesar de ser uma reunião específica para tratar de questões de saúde dos funcionários, a CEBB aproveitou para obter informações sobre o Programa Adequação de Quadros (PAQ). A última rodada de regularização de praças em excessos ocorreu no dia 13 de setembro.

O banco informou que cerca de 2.300 pessoas se desligaram do banco durante o PAQ e que o Sistema Automático de Concorrência à Remoção (SACR) nacional ocorrerá no dia 24 de setembro, tendo caráter voluntário.

A CEBB também apresentou o problema dos “desaposentados” que estão em fase de readaptação ao trabalho e, por possuírem baixa pontuação no SACR, não conseguiram ser removidos para as agências que desejavam.

Outro caso apresentado se refere às regionais que perderam vagas de cargos específicos para outras praças. Por exemplo, duas vagas de assistentes de Belo Horizonte foram para as plataformas de Vitória (ES) e Uberlândia (MG), que ficam a cerca de 500 quilômetros de distância.

O banco afirmou que a única opção é que os funcionários sejam remanejados para essas cidades. Os representantes dos funcionários consideraram a situação absurda e devem cobrar novamente do BB uma solução sobre o tema em uma próxima reunião.

PSO e banco de horas

A representação dos trabalhadores também ressaltou que continua havendo pressão pela Plataforma de Suporte Operacional (PSO) para que os funcionários façam a adesão ao banco de horas e também para retirar folgas. O Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) dos funcionários do Banco do Brasil veda esse tipo de pressão sobre o trabalhador.

O banco ficou de orientar melhor as áreas e alertar quanto à irregularidade desta conduta.

Acúmulo de funções

Os trabalhadores também questionaram o BB em relação ao risco operacional decorrente do acúmulo de função no Atendimento Integrado Negocial e Caixa.

O banco ficou de analisar melhor a situação, alegando ser algo muito recente e não ter sido possível, ainda, se aprofundar no assunto.

 

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

 

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