Em reunião realizada no dia 24 de abril, os representantes dos funcionários do Itaú debateram com o banco e os representantes da Fasbemge, o Plano 002 da Fundação Itaú Banco.
 
No início da reunião, o representante do banco Arnaldo Serigheli fez uma apresentação sobre previdência complementar e em seguida Reginaldo Camilo da Fasbemge fez uma apresentação específica dos números desde 2007 do Plano 002 – Fasbemge.
 
Em suas apresentações os representantes do banco e da Fundação alegaram que o grande gerador do deficit da fasbemge é o valor alto para cobrir os custos das ações judiciais por parte dos participantes. Outro fator determinante, segundo ele, é o índice negativo (-2,13%) que a rentabilidade da carteira de investimentos teve no ano de 2011. Hoje, o plano conta com um deficit de R$ 35 milhões.
 
Segundo o representante do banco,  esse déficit está quase equalizado em sua totalidade nos primeiros meses do ano, com uma boa perspectiva de que o plano volte a ser superavitário em 2012.
 
O banco informou ainda que o atuário do plano vem desde 2006 indicando que uma hora seria necessário aumentar as contribuições, uma vez que o plano poderia caminhar para ser deficitário, o que se concretizou somente em 2012. Todavia, as perspectivas, a cada ano, se mostravam boas e superavitárias fazendo com que a gestão do plano não indicasse a revisão.
 
Os representantes dos bancários ressaltaram os grandes problemas que os participantes tanto da ativa, como aposentados e autopatrocinados vêm enfrentando para arcar com o aumento das contribuições. Lembraram que os da ativa estão se sentindo lesados e totalmente desmotivados com o fato. Os aposentados reclamam que não vão ter condições para pagar as contribuições e que foram muito prejudicados com o aumento do plano de saúde, fato este que já está comprometendo e muito a sua renda. Já os autopatrocinados ressaltaram que também não terão condições de arcar com as novas contribuições, uma vez que além de pagar sua parte ainda têm que arcar com a parte do banco.
 
Os representantes dos trabalhadores reivindicam que, devido aos sérios problemas apresentados, o banco reveja sua posição e faça a devida revisão do plano, buscando medidas de que minimizem os impactos da decisão tomada.
 
A fundação e o banco, garantiram que vão avaliar a situação e marcar uma nova reunião com os representantes dos bancários.
 
Os funcionários foram representados pelos bancários Ramon Peres (SEEB-BH COE Itaú Unibanco), Cléber Wolbert (SEEB-BH Coe Itaú Unibanco), Messias Caetano (SEEB-BH Diretor de Aponsentados) e Mauri Sérgio (Diretor Executivo Contraf-CUT).
 
Representaram o banco e a Fasbemge, Arnaldo Serighelli (Superintendente de Previdência Complementar); Reginaldo Camilo (Diretor de Controladoria); Gabriel Amado (Diretor de Investimentos); Marco Aurélio (Superintendente de Relações Sindicais); Romualdo Garbos (Gerencia Geral de Relações Sindicais) e Carlos Ramiro (Diretor Gerente da Fundação Itaú Banco).

 

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